Sexta-feira, 14 de Agosto de 2020

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Saúde O Brasil registra mais 1.088 mortes por coronavírus em 24 horas e ultrapassa a marca de 93 mil óbitos

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Número de óbitos cresce mês após mês.

Foto: Reprodução
Número de óbitos cresce mês após mês. (Foto: Aldemir de Morais/Prefeitura de Maringá)

O Brasil registrou mais 1.088 mortes provocadas pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas e agora tem 93.563 óbitos, de acordo com o balanço do Ministério da Saúde divulgado neste sábado (1º).

O país somou 45.392 novos casos confirmados de coronavírus, com total de 2.707.877 infectados.

Ainda segundo o governo federal, o Brasil tem 748.585 pacientes em acompanhamento atualmente, enquanto 1.865.729 casos são considerados como recuperados.

Em julho, o país teve 32.912 mortes confirmadas pelo coronavírus, segundo dados apurados pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias de Saúde do país. O número é o mais alto registrado em um único mês desde o início da pandemia.

O dado foi calculado subtraindo-se as mortes totais no dia 30 de junho (59.656) do total de mortes até 31 de julho, que era de 92.568 até as 20h. Os números dos meses anteriores foram identificados com o uso da mesma metodologia.

Desde que o primeiro caso de Covid-19 foi registrado no Brasil, a quantidade de mortes por mês segue crescente no país. Julho foi o segundo mês seguido em que mais de 30 mil pessoas morreram em solo brasileiro devido à infecção pelo novo coronavírus.

Para o epidemiologista Pedro Hallal, reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a tendência de aumento nas mortes mostra o “total fracasso” do Brasil em combater a pandemia.

“Não precisava ser assim. Não tem nenhum motivo para um país onde a pandemia chegou em março o quinto mês da pandemia ser o mês com mais mortes. Isso é completamente descabido. Só mostra o total fracasso do Brasil no combate à pandemia”, afirma Hallal.

O epidemiologista, que comanda a Epicovid, considerada o maior estudo brasileiro sobre prevalência do coronavírus, afirma que o pais falhou nas principais medidas que poderiam conter a transmissão da doença: a testagem massiva, a busca ativa dos casos e o distanciamento social.

Pandemia longa – A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje que a pandemia do coronavírus será “muito longa”.

O comitê de emergência da OMS “destacou que espera que a duração da pandemia de covid-19 será certamente muito longa”. A organização ainda alertou sobre “o perigo de que a resposta diminua em um contexto de pressões socioeconômicas”.

Banho de mar no Rio – Também neste sábado, foram autorizados banhos de mar e circulação de ambulantes nas praias do Rio de Janeiro. Em um dia de temperaturas amenas e céu nublado na cidade, o UOL registrou alguns focos de aglomerações de pessoas que permaneceram nas areias depois do mergulho, o que ainda não é permitido.

Em entrevista coletiva realizada na sexta (31), o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) também confirmou o retorno voluntário das aulas nas escolas particulares para alunos do 4º, 5º, 8º e 9º anos do ensino fundamental a partir de segunda-feira (3).

Em São Paulo – Com 239 mortes registradas nas últimas 24 horas, o Estado de São Paulo soma agora 23.236 óbitos provocados pelo novo coronavírus.

Desde o início da pandemia até hoje (1º), a região já contabilizou 552.318 casos confirmados do vírus, sendo 10.014 deles notificados nas últimas 24 horas.

Entre o total de casos diagnosticados de covid-19 ,a doença provocada pelo novo coronavírus, 363.371 pessoas estão recuperadas, sendo que 69.869 após alta hospitalar.

O número de pacientes internados é de 13.586, sendo 7.858 em enfermaria e 5.728 em unidades de terapia intensiva (UTI), em estado grave. A taxa de ocupação dos leitos de UTI no estado é de 63,2%, enquanto na Grande São Paulo ele é de 61,3%.

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