Quarta-feira, 27 de maio de 2026

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Economia Brasil tem déficit de 9,8 bilhões de dólares nas contas externas em setembro

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No mês, as importações de bens aumentaram 17,4%, totalizando US$ 28,4 bilhões, recorde da série.

Foto: Reprodução
No mês, as importações de bens aumentaram 17,4%, totalizando US$ 28,4 bilhões, recorde da série. (Foto: Reprodução)

As contas externas do Brasil foram deficitárias em US$ 9,8 bilhões em setembro, ante déficit de US$ 7,4 bilhões no mesmo mês do ano passado, segundo dados do BC (Banco Central) publicados nesta sexta-feira (24).

Os dados correspondem à diferença entre produtos exportados e importados, serviços contratados e gastos de brasileiros no exterior, além do envio de lucros para outros países.

As estatísticas do setor externo compilam dados do comércio de mercadorias, balanço de pagamentos, taxa de câmbio, entre outras informações.

Nos 12 meses encerrados em setembro, o déficit em transações correntes das contas externas somou US$ 78,9 bilhões, o equivalente a 3,61% do PIB (Produto Interno Bruto). Em setembro de 2024, foi de US$ 49,8 bilhões (2,23% do PIB).

No mês passado, a balança comercial de bens foi superavitária em US$ 2,3 bilhões. No período, as exportações de bens somaram US$ 30,7 bilhões, aumento de 7%, enquanto as importações de bens subiram 17,4%, totalizando US$ 28,4 bilhões, recorde da série.

O resultado histórico foi influenciado pela importação de plataforma de petróleo no valor de US$ 2,4 bilhões.

O déficit na conta de serviços totalizou US$ 4,9 bilhões em setembro de 2025, redução de 11,6% em comparação a setembro de 2024.

Segundo o BC, houve recuos nas despesas líquidas de transporte (7%), e de serviços de telecomunicação, computação e informações (12,2%). Já as despesas líquidas de serviços de propriedade intelectual aumentaram 64,9%, para US$ 1,2 bilhão.

Por outro lado, despesas líquidas com viagens internacionais situaram-se no mesmo patamar observado em setembro do ano passado, de US$ 1,3 bilhão.

O relatório do BC mostrou também que o déficit em renda primária somou US$ 7,6 bilhões em setembro de 2025. Está 14,1% acima do déficit de US$ 6,7 bilhões de setembro de 2024.

As despesas líquidas de lucros e dividendos, associadas aos investimentos direto e em carteira, totalizaram US$ 5,4 bilhões. Houve redução de US$ 631 milhões nas receitas, para US$ 1,8 bilhão, e aumento de US$ 440 milhões nas despesas, para US$ 7,2 bilhões.

Em setembro, as despesas líquidas com juros associadas aos investimentos direto e em carteira, totalizaram US$ 5,4 bilhões, ante US$ 4,3 bilhões em setembro de 2024. Houve redução de US$ 631 milhões nas receitas, para US$ 1,8 bilhão, e aumento de US$ 440 milhões nas despesas, para US$ 7,2 bilhões.

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Vanderlei Stefani
25 de outubro de 2025 13:18

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