Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020

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Saúde Com recorde de 1.262 mortes por coronavírus em 24 horas, Brasil chega a 31.199 vítimas da doença

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A capital carioca flexibilizou algumas regras de distanciamento social.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A capital carioca flexibilizou algumas regras de distanciamento social. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Com o registro recorde de 1.262 mortes por coronavírus em 24 horas, o Brasil chegou, nesta terça-feira (2), a 31.199 óbitos por Covid-19. No total o País tem 555.383 casos, 28.936 a mais que o informado na segunda-feira (1º) pelo Ministério da Saúde. Há 223.638 pessoas recuperadas e 300.546 em acompanhamento.

São Paulo se mantém como o Estado com mais casos e mortes pela doença, são 118 mil confirmações e ao menos 7,9 mil mortes. Nesta terça-feira, o Estado teve recorde de novos casos e mortes por Covid-19 em apenas um dia, foram 327 mortes e 6.999 casos. A taxa de ocupação das UTIs voltou a subir e já ultrapassa os 85%. O Rio de Janeiro é o segundo do País com mais casos e mortes: respectivamente 56 mil e 5,6 mil mortes. Mesmo assim, a capital carioca flexibilizou algumas regras de distanciamento social.

O Ceará tem 53.073 casos e 3.421 mortes; o Amazonas tem 43.195 casos e 2.102 mortes; o Pará tem 41.207 casos e 3.040 mortes. O Rio Grande do Sul, com 9.919 casos e 245 óbitos, ocupa a 15ª posição entre os Estados.

Flexibilização no Rio de Janeiro

A presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Nísia Trindade Lima, vê com preocupação as medidas de relaxamento nas restrições adotadas na cidade do Rio de Janeiro no combate à pandemia do novo coronavírus (Sars- CoV2). Para ela, não se pode reduzir as medidas sem a garantia de um forte sistema de vigilância ativa que vai precisar ser instituído. Segundo a presidente, as medidas são duras e representam um remédio amargo e, por isso, é necessário envolvimento da sociedade.

“Vejo com muita preocupação a redução das medidas de isolamento. Vejo com muita preocupação a situação de áreas vulneráveis, favelas. Tem tido uma atuação muito grande a partir de redes em que a academia e articuladores de movimentos sociais em favelas e outros grupos vulneráveis para pensar políticas. Vejo uma preocupação muito também com a Região Norte do país onde o efeito tem sido devastador da pandemia atingindo áreas indígenas”, disse a presidente durante um debate transmitido pelo Facebook, promovido pelas Comissões de Ciência e Tecnologia e de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, presididas pelos deputados Waldeck Carneiro (PT) e Flávio Serafini (Psol). Os parlamentares também demonstraram preocupação com as medidas de relaxamento das restrições no Rio.

A presidente lembrou de parâmetros que têm sido acordados por fóruns da OMS (Organização Mundial de Saúde) e aplicados com algumas diferenças entre os países. Além disso, existe uma comunidade de especialistas dedicada ao tema no Brasil. “Na Fiocruz esse é um tema constante no nosso Observatório dedicado à Covid-19. Então, o risco vai continuar a existir na medida em que a população não tem uma imunidade para este vírus, por um período que nós nem podemos determinar com exatidão”, afirmou.

“No caso do Rio de Janeiro, estamos ainda na subida da curva, então, são parâmetros também do sistema de saúde dar resposta, principalmente, nos leitos de UTI.”

Ela destacou os países que estão adotando medidas de relaxamento, e muitos vem fazendo isso de acordo com a evolução da pandemia, adotam níveis de cautela para entrar nessa fase. “Acho que a Alemanha é um exemplo clássico disso”, destacou, lembrando que há imensas diferenças entre o país europeu e o Brasil e que, portanto, não se poderia repetir as experiências da mesma forma.

A reabertura das atividades econômicas no Rio teve início nesta terça-feira (2), conforme anunciado na segunda pelo prefeito Marcelo Crivella. O plano completo, com seis fases de 15 dias cada, prevê a normalização de todas as atividades em agosto. Mas as fases podem ser estendidas ou encurtadas, de acordo com a avaliação do Comitê Científico que assessora a prefeitura na crise da pandemia de Covid-19.

Recursos

O secretário executivo substituto do Ministério da Saúde, Élcio Franco, informou em entrevista coletiva que desde o início do ano foram repassados a Estados e municípios R$ 7,7 bilhões voltados ao enfrentamento da pandemia do coronavírus.

“É um reforço para que estados e municípios invistam na contratação de pessoal, na requisição de equipamentos para poder enfrentar da melhor forma a Covid-19, seja ampliando estruturas hospitalares, melhorando a infraestrutura existente ou capacidade de enfrentamento”, afirmou Franco.

Até o momento, acrescentou, foram adquiridos 2.651 ventiladores pulmonares a Estados e municípios. Estes equipamentos são considerados chave para o atendimento de infectados com a Covid-19. Destes, 1.486 foram encaminhados para reforçar UTIs (unidades de terapia intensiva) e 1.165 para sistemas de transporte (em ambulâncias, por exemplo).

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