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Saúde Brasil tem semana com menor número de mortes causadas pela covid desde abril de 2020

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Relatório epidemiológico desta segunda-feira ainda apresenta subnotificação de dados. (Foto: EBC)

O Brasil registrou 483 mortes e 11.250 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas. Os dados são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Com isso, o País soma um total de 603.152 mortes e 21.638.726 casos confirmados da doença desde o início da pandemia, em março de 2020.

No total da semana epidemiológica encerrada neste sábado (16), foram notificadas 2.323 mortes pela doença – é o menor número semanal desde os primeiros meses da pandemia, no ano passado.

A última vez em que o número de mortes em uma semana foi mais baixo do que isso foi entre 19 e 25 de abril de 2020, quando a pandemia estava havia pouco menos de dois meses no Brasil e 1.669 novos óbitos foram confirmados.

O número de novos casos notificados nesta semana – 71.545 – é também o menor desde a semana encerrada em 9 de maio (59.543). As médias móveis de óbitos e de infecções estão em tendência de queda e ficaram em 332 e 10.221, respectivamente.

No ranking global, o Brasil continua em uma das piores posições em relação à pandemia: é atualmente o oitavo do mundo em número de mortes por Covid-19 em proporção à população, com 285,6 vidas perdidas para a doença a cada 100 mil habitantes, de acordo com o levantamento diário da universidade americana John Hopkins.

Antivacina

O Brasil ultrapassou a marca de 100 milhões de pessoas com imunização completa contra a Covid-19 entre vacinados de duas doses (Pfizer, AstraZeneca e Coronavac) e dose única (Janssen). Apesar disso, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Juarez Cunha, há um número expressivo de pessoas que já poderia ter completado seu esquema vacinal ou recebido a primeira dose, mas que ainda não foram aos postos de saúde.

“É claro que a gente tem que festejar estes quase 50% da população com a dose plena, com duas doses ou dose plena, e os 71% que já receberam a 1ª dose. Ao mesmo tempo, nos preocupa que, se nós temos 151 milhões de pessoas que receberam a 1ª dose, significa que temos cerca de 30 milhões de pessoas que poderiam ter se vacinado e ainda não se vacinaram”, ressaltou o executivo.

Cunha detalha que estes indivíduos estão incluídos no público-alvo da campanha, ou seja, não fazem parte do número de crianças menores de 12 anos, que ainda aguarda a autorização de uma vacina contra a Covid-19 para as faixas etárias mais baixas. “Precisamos melhorar ainda mais nossas coberturas vacinais, lembrando que a proteção do indivíduo também impacta a proteção do coletivo”, defendeu.

O presidente da Sbim acredita, contudo, que o Brasil chegará a uma alta porcentagem de vacinados entre a população uma vez que, segundo ele, “o brasileiro acredita e confia nas vacinas”, disse Cunha. “Nós temos certeza que o Brasil será o país com os maiores níveis de cobertura vacinal do mundo”, completou.

Atitudes como a do presidente Jair Bolsonaro, que disse que não vai se vacinar, colaboram para essa dispersão, mas os efeitos do discurso negacionista tem sido apenas relativo. “Apesar de alguns recados, inclusive dos governantes, serem ao contrário, o brasileiro está aderindo de forma bastante importante à vacinação”, diz o representante da instituição.

Bolsonaro diz que seu índice de IgG (proteínas do sistema imunológico) está alto por conta de já ter se infectado com a Covid-19. No entanto, Cunha explica que ainda não há na literatura um estudo que diga qual nível de IgG um indivíduo deve ter para ser considerado como isento do risco de reinfecção. “Ainda não temos resposta para dizer que a pessoa que tem um IgG de 900 está protegida.”

O presidente da Sbim afirma que a vacina e a proteção natural conferem diferentes tipos de imunidade, e que aqueles já vacinados têm chances menores de transmitir Covid-19 para os demais. “Então, é uma decisão muito egoísta não se vacinar. Você pode até ter algumas restrições e dúvidas, mas você está colocando os outros em risco”, diz.

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