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Geral Mãe de brasileiras presas por tráfico de drogas na Tailândia diz que suas filhas foram enganadas

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Cocaína foi encontrada distribuída entre cinco malas do trio. (Foto: Reprodução)

Três brasileiros foram presos no Aeroporto de Bangkok, na Tailândia, com pouco mais de 15 kg de cocaína na bagagem. Entre os detidos, estão as irmãs Samara Taxma Chalegre Muritiba e Daiana Chalegre Muritiba, de Feira de Santana (BA), e Laécio José Paim das Virgens Filho. A mãe das jovens diz que elas foram enganadas por um homem, mas evitou entrar em detalhes.

Os viajantes foram presos em 13 de junho. As fronteiras da Tailândia foram abertas neste mês, após restrições severas para evitar a transmissão e o contágio da covid-19. Com isso, o departamento alfandegário intensificou a fiscalização contra o contrabando e tráfico internacional de drogas nos aeroportos.

Samara, Daiana e Laércio foram presos com 15,7 kg de cocaína divididos entre cinco malas de bagagem. Eles foram detidos e levados para uma prisão tailandesa.

Em contato com a TV Subaé, afiliada da TV Globo na Bahia, a mãe das meninas confirmou a prisão e disse que elas foram enganadas por um homem, mas evitou confirmar se estava se referindo a Laércio. Ela disse ainda que não conseguiu ter contato com as filhas até o momento.

A Tailândia é conhecida por suas penas severas contra o tráfico internacional de drogas. Classificada por categorias baseadas em quantidade e tipo de droga, as sentenças aos estrangeiros podem variar entre anos de prisão, prisão perpétua e, também, pena de morte.

Embaixada acompanha o caso

Em nota enviada ao portal de notícias Terra, o Itamaraty afirmou que acompanha a situação por meio da Embaixada em Bangkok. Segundo o Ministério de Relações Exteriores, está sendo prestada toda a assistência cabível aos nacionais, em conformidade com os tratados internacionais vigentes e com a legislação local. No entanto, afirmou que informações detalhadas só poderão ser repassadas mediante autorização dos envolvidos.

Defesa

As duas irmãs baianas, presas no dia 13 de junho, na Tailândia, por suspeita de tráfico internacional de drogas, passaram ao menos duas semanas em uma área isolada como medida de prevenção à Covid-19. De acordo com a advogada Kaelly Cavoli Miranda, a defesa tentará provar que elas podem ter sido enganadas e não têm ligação com atos ilícitos.

Ao assumir a defesa das duas irmãs, a advogada Kaelly Cavoli Miranda informou que, nos próximos dias, novas informações serão coletadas com um advogado tailandês contratado para acompanhar o caso no país.

Kaelly também defende Mary Hellen Coelho Silva, 21 anos, presa com outros dois jovens após tentar entrar com cocaína no aeroporto de Bangkok. Ela foi condenada em primeira instância e permanece custodiada em um presídio na Tailândia.

No caso das duas irmãs baianas, Kaelly ainda não sabe detalhar a quantidade de drogas que foi encontrada, mas afirmou que ambas têm trabalho lícito e podem ter sido enganadas.

“O que nós sabemos é Samara e Daiana nunca tiveram envolvimento com qualquer questão anterior que as comprometessem com a Justiça. Estamos caminhando para mostrar que elas foram enganadas, que tiveram a bagagem ocupada por alguma coisa ilícita ou extorquidas para que fossem até a Tailândia.”

Ainda segundo a advogada, todas as informações sobre a prisão foram passadas pela embaixada brasileira na Tailândia.

Samara tem uma clínica estética e Daiana é dona de uma loja de roupas em Feira de Santana. Ambas têm uma filha. Kaelly disse que ainda não tem detalhes se elas estariam a passeio na Tailândia, e o último contato com a família ocorreu no dia 11 de junho.

“A mãe teve contato com elas dois dias antes [da prisão]. Depois, a família ficou preocupada porque elas não deram notícia e entraram em contato com a Polícia Federal relatando o desaparecimento. Em contato com a embaixada brasileira, eles foram informados sobre a prisão”, comentou. As informações são dos portais de notícias Terra e G1.

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