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Brasil Briga em cadeia da Operação Lava-Jato onde estão Dirceu e Paulo Preto termina com um preso morto

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É o segundo caso de violência no Complexo Médico de Pinhais em dez dias. (Foto: Reprodução/Youtube)

Uma briga entre presos terminou com uma morte na manhã desta segunda-feira (26) no Complexo Médico Penal de Pinhais, na Grande Curitiba, onde ficam os presos da Operação Lava-Jato.

O Depen (Departamento Penitenciário do Paraná) confirmou que Willian Ribeiro Machado, 38 anos, que estava preso desde dezembro por roubo, foi encontrado morto com marcas de agressão por volta de 10h30min. O departamento abriu inquérito para apurar o caso.

Os presos da Lava-Jato ficam em outra ala do Complexo Médico Penal. Entre eles estão o ex-ministro José Dirceu e o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que é suspeito de ser operador de propina do PSDB.

No último dia 16, um princípio de rebelião na cadeia da Lava-Jato deixou dois agentes penitenciários feridos. Segundo o Departamento Penitenciário do Paraná, ao retirar um detento para atendimento médico, presos da 3ª galeria tentaram fazer um agente refém , mas a situação foi controlada.

A advogada Isabel Mendes, que preside o Conselho da Comunidade de Curitiba, que é vinculado ao sistema penitenciário e cuja atuação prevê a garantia da integridade dos detentos, atribuiu os problemas na cadeia da Lava-Jato à superlotação. Segundo Mendes, o presídio tem hoje 980 presos para uma capacidade de 599. “No complexo não tem problema de facção e nem disputa entre grupos. A situação começou a sair de controle recentemente por causa da superlotação”, afirmou ela.

BTG

As units (grupo de ações) do BTG Pactual recuaram 18,4% nesta segunda-feira (26), ampliando o tombo provocado na sexta-feira (23) pela 64ª fase da Operação Lava-Jato, que fez busca e apreensão de documentos na instituição. Nos dois dias, o banco perdeu R$ 18 bilhões, ou quase um terço de seu valor de mercado. Os papéis fecharam o pregão cotados a R$ 46,46.

As ações chegaram a ensaiar recuperação no começo da manhã desta segunda, mas voltaram a cair após a circulação de um documento que faz parte do processo da operação de sexta-feira.

O arquivo é resultado de uma denúncia anônima feita em 2016 por uma pessoa que se disse ligada ao banco. Nele, são detalhados supostos esquemas de lavagem de dinheiro do BTG. A denúncia afirma que o banco teria um departamento de propinas, semelhante ao da Odebrecht. O BTG afirmou em nota que a notícia é absurda e negou irregularidades.

“Esclarece ainda que as operações mencionadas são fantasiosas e jamais poderiam ter sido sequer registradas nos sistemas de negociação existentes no Brasil e nunca teriam passado despercebidas pelas diversas auditorias e reguladores a que o BTG Pactual se submete”, disse o banco em nota.

 

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