Domingo, 16 de Maio de 2021

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Geral Cabeleireira conta detalhes de videochamada entre o menino Henry e a mãe

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Segundo a cabeleireira, Henry iniciou a ligação questionando a mãe se ele a atrapalhava. (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil ouviu na quarta-feira (14) pelo menos mais três testemunhas no inquérito que investiga a morte do menino Henry Borel. Além da irmã do vereador Dr. Jairinho (sem partido) e da empregada doméstica Rosângela Mattos, a Rose, uma cabeleireira que atendeu a professora Monique Medeiros no dia 12 de fevereiro também prestou depoimento na 16ª DP (Barra da Tijuca), no Rio de Janeiro.

A profissional contou em detalhes uma conversa de videochamada entre mãe e filho, que presenciou no momento em que ela atendia Monique em um salão no Shopping Metropolitano, na Barra da Tijuca. Segundo ela, Henry iniciou a ligação questionando a mãe se ele a atrapalhava. “Mãe, eu te atrapalho? O tio disse que te atrapalho”. Em resposta ao filho, Monique disse que ele não a atrapalharia de maneira alguma.

A mulher seguiu acompanhando a conversa e percebeu o momento em que Monique perguntou para o filho o que tinha acontecido e porque ele estava chorando. “O tio bateu” ou “O tio brigou”, respondeu. Logo depois pediu para que a mãe voltasse para casa logo: “mamãe, vem pra casa logo”. Após a conversa com o filho, a babá Thayna de Oliveira Ferreira filmou Henry mancando.

Ainda segundo a cabeleireira, minutos depois de conversar com o filho Monique recebeu uma ligação que seria de Jairinho. Ao atender o telefone, Monique iniciou a conversa nervosa e dizendo que: “Você nunca mais fale que meu filho me atrapalha, porque ele não me atrapalha em nada”, e continuou “você não vai mandar ela embora, porque se ela for embora, eu vou junto. Porque ela cuida muito bem do meu filho. Ela não fez fofoca nenhuma (em referência à babá). Quem me contou foi ele”.

Ao fim da conversa, a professora respondeu da seguinte forma para Jairinho: “Quebra, pode quebrar tudo. Você já está acostumado a fazer isso”.

Depois de ter sido atendida, Monique saiu do salão apressada. A profissional diz que conheceu a professora em janeiro deste ano, quando ela esteve pela primeira vez no estabelecimento.

Segundo a cabeleireira, Monique esteve em outras duas ocasiões no salão. A última, no dia do sepultamento do filho. A moça revela que soube que a professora era mãe de Henry por meio dos noticiários.

Novo pedido de liberdade

Na quinta-feira (15), o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, negou novo pedido de liberdade a favor do vereador Jairo Souza Santos, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, acusados de serem responsáveis pela morte de Henry Borel. O pedido foi feito pelo advogado Vinicius de Castro.

No pedido, o advogado, que não representa Jairinho e Monique no processo, pede o trancamento da ação penal contra o casal, assim como a revogação da prisão temporária de ambos, questionando a legalidade da prisão e alegando que o modus operandi – “o uso ilícito de algemas e a invasão da residência por parte dos policiais que realizaram a prisão” – são motivos para invalidá-la.

“No caso, ao menos em juízo, não é possível identificar de plano o constrangimento ilegal aventado ou, ainda, a presença do fumus boni iuris e do periculum in mora, elementos autorizadores para a concessão da tutela de urgência, mormente considerando a gravidade do crime imputados aos pacientes” escreveu o desembargador na decisão. As informações são do jornal O Dia e do TJ-RJ.

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