Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de agosto de 2015
Uma das imagens marcantes de refugiados a chegar à Europa pode ser a de um pai sírio que chora ao sair de um barco e pôr os pés na Grécia, segurando firmemente os seus dois filhos, um em cada braço. Uma das histórias pode ser a de um bebê recém-nascido entre vários menores não acompanhados resgatados em uma operação do Médicos Sem Fronteiras no mar da Líbia.
São imagens tiradas em apenas um momento de viagens que demoram semanas ou meses. E cada vez mais, nestas situações de quem tenta chegar à Europa para fugir de guerras e perseguições, há crianças.
Veem-se muitos rostos muito novos: saem dos barcos na Itália ou na Grécia entre os adultos, passam o arame farpado na Hungria, entram na linha de comboio em Calais, estão entre os mortos do caminhão na Áustria. Viajaram sozinhos ou com alguém que morreu na viagem. Ou a família desdobrou-se e cada um procurou um país diferente, tentando aumentar as hipóteses de um deles conseguir asilo e os outros poderem apelar à reunificação familiar e juntarem-se todos de novo.
perigos
Mas as crianças e os menores são especialmente vulneráveis e ficam ainda mais sujeitos a perigos vários, desde problemas de saúde, até morte, por falta de água ou alimentos, à exploração às mãos de redes de crime organizado, que tentam usá-los para tráfico de droga ou prostituição. Segundo a organização Save the Children, nos primeiros meses do ano entre mais de 80 mil migrantes que chegaram à Itália, seis mil eram menores, dos quais 3.830 chegaram sozinhos. Em 2014, o número de chegadas de menores sozinhos foi de 13.030, três vezes mais do que no ano anterior, acrescenta a organização. Na Grécia, apenas no mês de junho, chegaram 4.720 menores às ilhas em barcos vindos da Turquia. (Maria João Guimarães/Público)
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