Quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 25 de agosto de 2026
A candidata à Presidência da República Clariana Barão (Democracia Cristã) afirmou ao site Metrópoles, em entrevista nessa terça-feira (25), que chefes de facções criminosas continuam atuando dentro dos presídios. “Temos que retomar a gestão dos presídios, porque os chefes de facções não estão presos, estão trabalhando em home office”, declarou Clariana.
Natural de Mato Grosso, a candidata afirmou conhecer o alcance do tráfico de drogas na região e em outros países. Segundo ela, o rastreamento do dinheiro do crime organizado e a retomada da gestão do sistema prisional são os dois pilares de seu programa para a segurança pública.
“O governo faz o sufocamento financeiro de maneira muito seletiva. Temos de combater as rotas do tráfico, identificar quem são os chefes e rastrear o dinheiro”, afirmou.
O programa de governo de Clariana prevê, na área de segurança pública, o monitoramento das fronteiras, o combate ao narcotráfico e ao tráfico de armas e o rastreamento de recursos ligados às facções. Entre as propostas estão também a recuperação de ativos, a separação e a gestão de lideranças criminosas e o controle de comunicações ilícitas nos presídios.
Participação das mulheres
Ao jornal Correio Braziliense, Clariana explicou que sua candidatura se deve à crença na participação das mulheres na campanha eleitoral. Para ela, não existe democracia plena sem a participação feminina na sociedade e na política.
“Quando lançamos a nossa candidatura, éramos a única opção feminina e, agora, temos também mais uma chapa feminina, o que eu acho muito plural e importante. Contudo, em um universo de 13 candidaturas, nós, com muita dificuldade, estamos conseguindo trabalhar a nossa chapa”, disse.
A advogada afirma que, caso eleita, irá compor um governo de mulheres, com no mínimo 50% de participação feminina, incluindo o setor econômico do país. Segundo a candidata, não é necessário ser especialista para entender que o Brasil precisa passar por grandes reformas, como a previdenciária e a administrativa.
“Sem dúvida alguma, precisamos ajustar a economia. É uma conta muito básica: precisamos gastar menos do que arrecadamos, e não é o que acontece. O Brasil hoje vive um endividamento de trilhões de reais, o que representa quase 81% ou 82% do nosso PIB. Essa conta não fecha”, ressaltou.
O equilíbrio entre homens e mulheres no Judiciário também é pauta para a presidenciável. De acordo com ela, o próximo ou a próxima presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) deverá escolher quatro mulheres para serem ministras, com o objetivo de promover a equidade de gênero nos Poderes.
“Veja só: não apenas o STF, com 11 cadeiras, tem apenas a ministra Cármen Lúcia, mas também no TSE temos oito cadeiras e apenas uma ministra. No STJ, são 33 cadeiras e apenas cinco mulheres. Isso demonstra um total desequilíbrio em relação ao cenário atual do país”, destacou.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!