Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de agosto de 2021
Provocada pelo fungo Candida albicans, a candidíase é realmente mais comum nas mulheres – mas também acomete os homens. Neles, a condição pode provocar desconforto urinário, ardência e vermelhidão no pênis.
Em geral, o quadro surge quando há uma queda na imunidade. É por isso que indivíduos com condições que suprimem o sistema de defesa são mais suscetíveis à doença. A má higienização do órgão genital também cria um ambiente propício para os microorganismos.
“Calor e umidade favorecem o problema. Roupas apertadas, como cueca de microfibras, pioram a situação”, afirma Fernando Facio, diretor do Departamento de Sexualidade da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
O diabetes descontrolado também facilita infecções recorrentes, já que aumenta a concentração de glicose na urina, servindo de alimento para os fungos.
Sintomas mais comuns da candidíase:
– Vermelhidão;
– Coceira;
– “Rachaduras” superficiais;
– Lesões ou pequenas feridas;
– Inchaço;
– Dor ao urinar;
– Desconforto ou dor durante a relação sexual.
Fatores que facilitam o aparecimento da candidíase no pênis:
– Diabetes mellitus
– Uso de fraldas em bebês ou idosos (por aumentar a umidade do local)
– Má higiene do pênis
– Quimioterapia (por prejudicar a imunidade)
– Doenças imunossupressoras, como HIV
– Uso de glicocorticoides ou outras fármacos imunossupressores
– Uso recente de antibióticos (por eliminarem bactérias que antes competiam por alimentos com os fungos).
Complicações
É difícil que a candidíase cause problemas graves. No entanto, quando o fungo se espalha pelo corpo através da corrente sanguínea, tem potencial para provocar cegueira e insuficiência renal, por exemplo.
“Esses efeitos também são mais comuns em indivíduos imunodeprimidos”, explica Igor Marinho, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Como é o tratamento
Em geral, ele envolve medicamentos antifúngicos, administrados como pomadas ou comprimidos. A região genital deve ser higienizada e secada adequadamente. “Se a infecção está ativa, o ideal é trocar a toalha todos os dias”, complementa Facio.
Embora não seja considerado uma infecção sexualmente transmissível (IST), o problema é mais recorrente entre pessoas com uma vida sexual ativa. Por isso é importante tratar o parceiro também. “É quase um tratamento cruzado”, reforça Facio. Enquanto os sintomas persistirem, o sexo é contraindicado.
Evitar o uso prolongado de calças jeans e cuecas que não sejam de algodão é outra boa medida nessa fase. Roupas úmidas devem ser trocadas.
Os comentários estão desativados.