Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de abril de 2020
Um casal, que estava junto há mais de 51 anos, morreu de Covid-19 com seis minutos de diferença, em Boynton Beach, na Flórida (EUA), segundo informou a rede de TV americana CNN. Stuart, de 74 anos, e Adrian Baker, de 72, não tinham problemas de doença grave e estavam perfeitamente saudáveis, de acordo com relatos de amigos e familiares.
De repente, em meados de março, os dois começaram a sentir alguns sintomas. Stuart, que estava com febre e tinha asma, foi internado em um hospital, mas Adrian, que estava com a temperatura normal, não. No domingo, os dois morreram — com seis minutos de intervalo — devido a complicações da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.
Buddy Baker, filho do casal, está usando a tragédia de sua família para alertar sobre a seriedade da pandemia global de coronavírus. Em um vídeo publicado nas redes sociais, por exemplo, ele pede às pessoas para que fiquem em casa.
“Até que [a tragédia] toque em você ou toque em alguém que você conheça, você meio que se sente afastado delas. Espero que a morte de meus pais não seja em vão”, disse ele. “Espero que as pessoas ouçam a nossa história e isso as motive a fazer a coisa certa. Ao fazer isso, talvez ajude outras famílias a não suportar a dor e a agonia que eu e minha irmã, nossos filhos e o resto da família estamos sofrendo agora.”
Explosão de casos
Os Estados Unidos já registram mais de 300 mil casos oficiais de Covid-19 — o maior número do mundo —, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. As mortes provocadas pela doença no país já passam de 8 mil.
O segundo país com mais casos no mundo é a Espanha, com 124.736. Itália (124.632), Alemanha (92.150) e França (90.842) vêm em seguida.
Lua de mel arruinada
Recém-formada pediatra, Lara Zacaron e o marido, o empresário Vitor Mockdece, tiveram a lua de mel arruinada por conta do novo coronavírus.
O casal embarcou no cruzeiro Costa Victoria em 7 de março. Eles embarcaram durante uma parada do navio em Dubai. O cruzeiro havia iniciado viagem na Índia, em 29 de fevereiro, mas sem a brasileira. O destino do Costa Victoria seria Veneza, na Itália, no último dia 7.
O que era para ser um momento de felicidade, porém, se transformou em pânico, já que o navio está atracado no porto de Civitavecchia desde o dia 25 de março. Segundo Lara, vários passageiros conseguiram desembarcar nos últimos dias. Os demais, no entanto, foram impedidos de sair do local, já que a Itália bloqueou os portos para navios estrangeiros para conter a disseminação da pandemia.
“A lua de mel virou um pesadelo”, lamentou Lara. “Estamos em um país que não é o nosso e dá muita insegurança. Não nos falam nada, não sabemos nada. Mas achamos estranho porque vários outros turistas já deixaram o navio e voltaram para suas casas”.
“Por que a gente continua por aqui? E mais: por que nos disseram que temos ficar mais 14 dias em um hotel em Milão ou Roma e não seguir direto para o Brasil se estamos em isolamento?”, completou ela, que está confinada na cabine há 12 dias ao lado do marido.
A pediatra contou também ao veículo que o casal recebe comida três vezes por dia. Os dois estão proibidos de circular nas outras áreas do navio – saem apenas ocasionalmente, sob ordens, para medir a temperatura. Ontem, ela fez um vídeo em seu Facebook explicando a situação e fez um apelo para que o conteúdo chegue às autoridades brasileiras.
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