Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de setembro de 2016
A Câmara dos Deputados repetirá neste ano a tradição de não realizar votações nas semanas que antecedem as eleições e deve ter o processo de cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como pauta exclusiva até outubro. A decisão sobre o futuro do ex-presidente da Câmara está marcada para segunda-feira (12). Apesar de ser provavelmente a única votação do mês, há ainda risco de boa parte dos deputados não aparecer na sessão.
O “recesso branco” ocorre porque deputados preferem ficar em seus Estados participando da campanha eleitoral. Como não há votações marcadas, nenhum deles sofre desconto no salário de R$ 33,8 mil, mesmo que não apareçam em Brasília. Conspira ainda para a falta de quorum no dia 12 a articulação de Cunha e aliados para esvaziar a sessão.
Como a cassação do deputado afastado só ocorrerá com o voto de pelo menos 257 dos 513 deputados, ausências e abstenções o beneficiam. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que está interinamente na Presidência da República devido à viagem de Michel Temer à China, disse que tentará ainda organizar uma pauta de votações para a terça-feira (13), mas a tendência é de que não haja quorum. Depois disso, as votações só serão retomadas após o primeiro turno, marcado para 2 de outubro. (Folhapress)
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