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Brasil Cassado em 2016 por corrupção, ex-deputado Eduardo Cunha retoma contatos e sonha com retorno ao Congresso Nacional

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Ex-deputado teve o mandato cassado e foi preso há sete anos. (Foto: EBC)

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ) está de volta a Brasília e ao jogo político, cinco anos após ter o mandato cassado por corrupção e lavagem de dinheiro. Ainda longe dos holofotes, ele já se encontra com parlamentares de diferentes partidos, advogados e amigos para obter apoios em 2022.

Além de trabalhar para eleger a filha Danielle deputada federal pelo Rio de Janeiro, ele cultiva um plano mais ousado: reconquistar seus direitos políticos e disputar uma vaga à Câmara dos Deputados por São Paulo.

Algoz da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) no processo de impeachment, Cunha aposta que a memória do eleitorado antipetista lhe devolverá a cadeira de deputado. Ele declara: “Minha filha é candidata no Rio, não disputarei com ela. Então penso em ser candidato por São Paulo. Sou muito bem recebido lá. Também não tenho planos de sair do MDB”.

A aversão ao PT, no entanto, não impede Cunha de se mirar no exemplo do ex-presidente Lula, que conseguiu se livrar de processos e ficar elegível para disputar as o próximo pleito.

Um dos personagens principais da Operação Lava-Jato, condenado em segunda instância a 15 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente da Câmara segue trabalhando para anular as ações a que responde. Em comum, Cunha e o PT têm o ex-juiz Sergio Moro como inimigo.

Desde que teve a prisão domiciliar revogada, em maio, Cunha desembarca em Brasília pelo menos duas vezes ao mês. Eleito deputado federal quatro vezes pelo Rio e agora sem mandato, ele retomou a rotina parlamentar de chegar à capital federal no início da semana e ir embora na quinta-feira.

Na primeira vez em que retornou a Brasília após a prisão, encarou uma viagem de 14 horas de carro. Caiu na estrada na companhia de Danielle, filha e herdeira política.

Segundo ele, a escolha não foi motivada pela precaução contra possíveis ofensas dentro de aviões e aeroportos, mas pelo medo de contrair coronavírus. O cansaço daquela viagem foi determinante para que passasse a se arriscar em voos comerciais. Ele nega ter sido hostilizado desde então.

Nos dias que passa em Brasília, o ex-presidente da Câmara tem agenda cheia. Intercala reuniões com advogados, em busca de brechas para se livrar dos processos, com encontros políticos. O lobby do hotel onde se hospeda é o cenário para algumas dessas agendas, inclusive com deputados que votaram pela sua cassação. “Não faço política olhando no retrovisor”, justifica.

No lobby, vestido com o traje completo, costuma ter as conversas interrompidas por mensagens que chegam a toda hora no smartwatch ou por desconhecidos que o abordam para falar do livro “Tchau, Querida — O Diário do Impeachment”, escrito em parceria com a filha e lançado pela editora Matrix.

Palpites

Com mais de 30 anos de atividade política, marcada por intensa articulação nos bastidores e inúmeros rolos judiciais, Cunha costuma bater ponto em Brasília em badalados restaurantes da capital.

Também tem comparecido a reuniões particulares com a presença de parlamentares. Em caráter reservado, um deputado admitiu ter ouvido de Cunha o pedido de uma indicação para um apadrinhado.

Na capital, ele já recebeu figuras como o presidente do DEM, ACM Neto, e o deputado bolsonarista Marco Feliciano (PL-SP). Ao GLOBO, os convidados evitaram falar sobre o teor das conversas.

Segundo aliados, Cunha tem mantido contato com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que foi um dos dez parlamentares que votaram contra a sua cassação (foram 450 votos a favor) e não esconde de ninguém que preza pela amizade do emedebista.

O ex-deputado também tem buscado aproximação com o entorno do presidente Jair Bolsonaro. Segundo um interlocutor próximo, o ex-presidente da Câmara já teria se encontrado pelo menos uma vez com o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), em um escritório de advocacia brasiliense.

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Maria Cristina Martins Nocchi
6 de setembro de 2021 03:30

Por que o bandido do Moro não determinou delação premiada deste gangster do Cunha? Por que, quando cunha ameaçou fazer revelações públicas sobre os bastidores do golpeachment parlamentar-judicial-midiático, o agente da Cia Sérgio Moro mandou soltar a esposa do Cunha da prisão preventiva? O dinheiro que este desqualificado bandalheiro do mdbosta desviou para a Suiça já foi devolvido aos cofres públicos? Por que só o cunha pagou o pato pela bandalha do impeachment? E a tchurma do temer e do Eliseu Padilha? E o Aécio e ananstasia, do psdbosta??

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