Quarta-feira, 13 de maio de 2026

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Brasil Celulares atrasam uma hora mesmo sem horário de verão

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Problema foi registrado em diversos aparelhos.

Foto: Reprodução
As empresas informaram que os dados estarão em nuvem pública e organizados de forma agregada, estatística e anônima. (Foto: Reprodução)

As redes sociais trazem diversos relatos de relógios de aparelhos celulares que foram atrasados em uma hora neste domingo (16), que seria o dia do fim do horário de verão, se ele ainda estivesse me vigor.

O mesmo aconteceu em outras datas do ano passado, entre 19 e 20 de outubro, data padrão da mudança, e também em 3 de novembro, já que em 2018 o horário teve início no primeiro fim de semana de novembro.

Horário revogado

Revogado por decreto assinado em abril de 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro, o horário de verão caiu após o governo considerar estudos que analisaram a economia de energia no período e como o relógio biológico da população é afetado.

No ano passado, o Google publicou um anúncio oficial recomendando que usuários de Android no Brasil alterassem as configurações automáticas de data e hora; saiba como fazer isso. O Google sugeriu manter a desativação até este domingo, dia 16 de fevereiro.

Também em 2019, as operadoras de telefonia disseram que tinham “desprogramado a alteração” em suas plataformas, “de acordo com o novo decreto presidencial”. Mas, mesmo assim, alguns usuários constataram a mudança de horário automática em seus aparelhos.

Veja como corrigir

Aparelhos Android:

– Toque em “Configurar”;
– Toque na opção “Data e hora”;
– Desmarque a opção “Data e hora automáticas”
– Configure manualmente a hora correta

Aparelhos iPhone:

– Entre na opção “Ajustes” da tela principal
– Toque na opção “Geral”
– Toque na opção “Data e Hora”
– Desabilite a opção de configuração do relógio “Automaticamente”
– Configure manualmente o horário correto

Aproveitamento de luz natural

A origem do horário de verão era o aproveitamento da iluminação natural, com dias mais longos, poupando recursos da matriz energética e reduzindo os riscos de apagões, principalmente no horário entre 18h e 21h, quando as lâmpadas dos espaços públicos são ligadas, boa parte da população chega em casa e parte do comércio, escritórios e indústria continua ativa.

Mudança de perfil

Nos últimos anos, no entanto, mudou o padrão de consumo do País. As lâmpadas incandescentes foram substituídas por lâmpadas mais eficientes, e o horário de pico de energia se deslocou do início da noite para o meio da tarde, por volta das 15h, com aumento do uso de ar-condicionado.

O Ministério de Minas e Energia publicou em 2018 um estudo que apontava para a perda de efetividade do horário de verão. Conforme a nota técnica, a adoção de outros instrumentos regulatórios, como a tarifa branca e preço por horário, pode produzir resultados mais relevantes para o setor elétrico.

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou que o governo fez uma pesquisa que mostrou que 53% dos entrevistados pediram o fim do horário de verão. Mas não foram divulgados detalhes da pesquisa.

O horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932, pelo então presidente Getúlio Vargas e  durou quase seis meses, de 3 de outubro de 1931 a 31 de março de 1932.

No verão posterior, foi novamente adotado, mas, depois, os períodos não eram consecutivos. Primeiro, entre 1949 e 1953, depois, de 1963 a 1968. Retornou em 1985 até abril de 2019, quando foi revogado por decreto.

A vigência do horário de verão, em média, durava 120 dias.

Essa medida de horário diferenciado é adotada em 70 países e atinge cerca de um quarto da população mundial. Países como Canadá, Austrália, México, Nova Zelândia, Chile, Paraguai e Uruguai utilizam esse horário especial.

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