Domingo, 24 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de agosto de 2022
Pesquisa mostrou que os resultados acumulados em 2019 foram afetados em 2020 pela pandemia.
Foto: Agência BrasilLevantamento divulgado nesta segunda-feira (1º) pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) revela que, apesar da retomada dos resultados positivos alcançados a partir de 2021 com a amenização da pandemia da covid, o Brasil não pode considerar a América do Sul um mercado cativo para suas exportações. Isso se deve, em grande parte, à presença crescente da China, que começou a tirar do Brasil o lugar de principal fornecedor em alguns países, com destaque para Argentina e Chile. “A China está ocupando todo o espaço. A América do Sul é um terceiro mercado para ela”, disse o presidente-executivo da AEB, José Augusto de Castro.
A pesquisa da AEB mostra que os resultados acumulados em 2019, representados pelas receitas de exportação de US$ 27,8 bilhões, foram afetados em 2020 pela pandemia, caindo para US$ 22,6 bilhões. Com a amenização da crise sanitária, no ano seguinte, as receitas de exportação tiveram rápida recuperação, evoluindo para US$ 33,9 bilhões. Essa retomada continua em 2022, com projeção de receita de exportação para o país na região sul-americana da ordem de US$ 41 bilhões.
Commodities
Ao contrário do que ocorre com as exportações brasileiras para o mercado mundial, lideradas por commodities (produtos agrícolas e minerais), as vendas do Brasil para a América do Sul são representadas por produtos manufaturados, de maior valor agregado. Já nas importações, predominam commodities ou produtos com pequeno beneficiamento.
“O mercado nosso de manufaturados é a América do Sul. Europa e Estados Unidos compram manufaturados [do Brasil], mas muito pouco. Ásia não compra nada”, disse Castro. Segundo ele, isso se explica porque os países da América do Sul exportam commodities e compram manufaturados do Brasil. Nosso país não foge à regra, exporta commodities e compra manufaturados no mercado externo.
Produtos
Os principais produtos exportados pelo Brasil para a América do Sul são automóveis (11%) e autopeças (9,6%), para a Argentina; adubos (5%), máquinas agrícolas (4,6%) e automóveis (3,7%), para o Paraguai; automóveis (8,2%), pick-up (6%), carne bovina (4,9%) e carne suína (4,5%), para o Uruguai; petróleo (28%), para o Chile; barras de ferro (10%), para a Bolívia; petróleo (23%), para o Peru; automóveis (16%), para a Colômbia; automóveis (9,1%), laminados (6,9%) e polímeros (5,1%), para o Equador; e açúcar (18%), gorduras e óleos vegetais (17%) e produtos comestíveis (11%), para a Venezuela.
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O Brasil tem que deixar de ser dependente da china. Alias todos os países deveriam deixar de ser ser dependende de um só país. Devem ter outras opções, coisa que só agora estão vendo com a guerra do Putin!