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Mundo China anuncia sanções a diplomata e três parlamentares dos Estados Unidos pela questão uigur

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Xinjiang, uma região semidesértica de 25 milhões de habitantes, foi cenário de atentados atribuídos por Pequim a separatistas ou a islamistas

Foto: Reprodução
Xinjiang, uma região semidesértica de 25 milhões de habitantes, foi cenário de atentados atribuídos por Pequim a separatistas ou a islamistas. (Foto: Reprodução)

A China adotou nesta segunda-feira (13) medidas de represália contra três congressistas americanos e um alto funcionário do Departamento de Estado em resposta às sanções dos Estados Unidos pela situação da minoria uigur em Xinjiang.

Washington anunciou na última quinta-feira (09) que rejeitaria os vistos para três autoridades chinesas acusadas de planejar a repressão contra os muçulmanos uigures nesta grande região do noroeste da China.

Os americanos que integram a lista anunciada pela China são os senadores Marco Rubio e Ted Cruz e o congressista Chris Smith, além do embaixador Sam Brownback, defensor das liberdades religiosas.

A decisão de Pequim é uma “resposta às ações equivocadas dos Estados Unidos”, afirmou a porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Hua Chunying. “Pedimos aos Estados Unidos que retirem suas ações equivocadas e se abstenham de palavras e ações que interferem e prejudicam os assuntos internos da China”, completou.

Entre as pessoas que são objeto de sanções dos Estados Unidos figura Chen Quanguo, principal autoridade do Partido Comunista Chinês em Xinjiang. Ele é considerado o arquiteto da política de segurança de Pequim na região.

Xinjiang, uma região semidesértica de 25 milhões de habitantes, foi cenário de atentados atribuídos por Pequim a separatistas ou a islamistas. Recentemente o governo chinês passou a aplicar severas medidas de segurança na área.

Mais de um milhão de muçulmanos, especialmente uigures, foram ou estão internados em campos de Xinjiang, de acordo com o governo dos Estados Unidos e organizações de defesa dos direitos humanos.

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