Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de setembro de 2023
A primavera começou com violentos e destrutivos temporais de granizo no Rio Grande do Sul. Intensas áreas de instabilidade na madrugada desse sábado (23) trouxeram granizo de médio a grande tamanho em cidades da Campanha e do Sul gaúcho com estragos, segundo a MetSul. O município mais atingido foi Bagé, com danos consideráveis.
A queda de granizo foi registrada em cidades como Morro Redondo, pontos de Pelotas, Arroio do Padra, Bagé e outras localidades do Sul gaúcho, acompanhando múltiplas células de temporal que se formaram com a atmosfera extremamente instável sobre o Rio Grande do Sul com o ingresso de ar muito quente pelo Oeste.
Em Morro Redondo, na região de Pelotas, as pedras de granizo eram de tamanho médio a grande, segundo a MetSul. Não havia ainda um levantamento de danos na localidade e em outros municípios do Sul gaúcho. As coordenadorias municipais de Defesa Civil se concentraram nas ruas para prestar assistência aos moradores.
Ainda de acordo com a MetSul, o pior temporal de granizo, entretanto, se deu na cidade de Bagé. Minutos após o começo a primavera, que se iniciou às 3h50min no Hemisfério Sul, o município da região da Campanha foi assolado por uma violenta tempestade de granizo por volta das 4h10min desse sábado.
A intensa tempestade com granizo dessa madrugada em Bagé atingiu em cheio a área urbana do município, o que contribuiu para muitos danos. Grande número de residências teve danos no temporal, mas ainda não havia uma contabilidade oficial dos prejuízos.
A prefeitura de Bagé informou: “Aqueles que tiveram suas residências atingidas e precisam de ajuda, podem fazer o cadastramento para recebimento de lonas e telhas nos locais citados. Para fazer o cadastro é necessário fornecer o nome, endereço e telefone.”
“Equipes do governo municipal e da defesa civil estão atuando para minimizar os transtornos causados pela severa queda de granizo, ocorrida na madrugada deste sábado. O capitão Sandro, representante da 6ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil (Crepedec), está na cidade e acompanha as ações”, afirmou a prefeitura.
Imagens publicadas por moradores de Bagé nas redes sociais mostram o tamanho do granizo que caiu na cidade da Campanha com pedras de médio e grande tamanho, e em alguns locais com granizo pontiagudo que tende a causar ainda mais estragos em telhados de moradias.
Reunião com prefeitos
O governador do RS, Eduardo Leite, participou, neste sábado (23), de uma reunião com prefeitos da região Sul, na sede da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), em Pelotas. O encontro tratou dos estragos causados pelas chuvas intensas que vêm atingindo a região nas últimas semanas.
Os episódios de queda de granizo que ocorreram nesse sábado em algumas cidades, como Bagé e Pelotas, agravaram os problemas decorrentes das chuvas intensas e persistentes na região.
Mais de 20 representantes municipais participaram do encontro. Durante cerca de duas horas, os prefeitos apresentaram as demandas mais urgentes de seus municípios, especialmente as relacionadas com os eventos climáticos adversos. Problemas de infraestrutura, como pontes e estradas danificadas, foram os mais citados pelos gestores. Perdas na produção agrícola, bloqueios dos acessos em estradas rurais e apoio às comunidades afetadas pelos alagamentos também estiveram em pauta.
Leite afirmou que as demandas serão encaminhadas e que o Estado estará ao lado dos municípios na reconstrução das estruturas danificadas e no apoio humanitário aos atingidos.
“Vamos desenhar uma solução específica para tentar agilizar o atendimento das demandas de substituição de pontes e apoio para a recuperação das estradas. Existem outras demandas mais pontuais, desde o fornecimento de gêneros alimentícios para famílias atingidas até questões habitacionais dentro do nosso programa do Estado, buscando a remoção das pessoas de áreas de risco e a construção de casas”, disse. “Tudo o que for possível de ser feito pelo Estado será feito. O que não for, vamos intermediar junto ao governo federal para buscar os recursos necessários.”
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