Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de agosto de 2015
Pesquisadores brasileiros descobriram uma forma de detectar o mal de Parkinson com ajuda de um exame de ressonância magnética. O Parkinson é uma doença crônica. Provoca a morte de células do cérebro, principalmente na área responsável por controlar os movimentos do corpo. Os cientistas já sabiam que, quando um paciente que tem a doença morre, ele sempre apresenta um acúmulo de ferro no cérebro – que pode ser identificado com a ressonância. Assim, os médicos passaram dois anos comparando exames de pessoas saudáveis com os de pacientes que têm a doença. E criaram um sistema para deixar a imagem diferente.
As cores mudam e a área onde a concentração de ferro é maior fica mais clara. “Nós fizemos um cálculo matemático onde foi possível obter a informação da concentração de ferro e aí, então, essa nova imagem apresenta as regiões que possuem concentração de ferro elevada ou baixa”, diz o físico Jeam Haroldo Oliveira Barbosa.
Ferro.
Com o resultado, ainda não dá para dizer se o ferro é a causa ou a consequência da doença de Parkinson, mas já é considerado um avanço para o tratamento. “Pode ajudar a gente em acompanhar a progressão da doença, em verificar, por exemplo, se algum tratamento impede esse acúmulo de ferro. Pode estar associado ao agravamento da doença. São coisas que a gente vai precisar responder. Mas, ele tem essas utilidades”, explica o neurologista Vitor Tumas. Todo o processo foi desenvolvido por profissionais da USP (Universidade de São Paulo). (AG)
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