Sábado, 30 de Maio de 2020

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Acontece Cinco dicas de comportamento para tutores adotarem no período de quarentena com os pets

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(Foto: Vai Totó/ Reprodução)

Em meio ao avanço da pandemia do novo coronavírus pelo Brasil, os brasileiros se viram obrigados a permanecer em casa, na tentativa de amenizar a disseminação do vírus. Somente no Brasil, mais de 139 milhões de animais de estimação vivem com seus donos, entre gatos e cachorros.

Mas com a orientação dos órgãos governamentais para que a população fique em casa, o que fazer com os peludos? Já é sabido que eles não transmitem o vírus e também não podem ser contaminados por ele. Pensando neste grupo de tutores que está de quarentena ou resguardo, Cleber Santos, especialista em comportamento animal, lista cinco dicas do que fazer com seu pet durante o período de recolhimento.

Equilíbrio Mental
Já ouviu falar que os animais são sensitivos? E o seu comportamento varia de acordo com o ambiente da casa que mora, podendo ser bastante agitado, agressivo, medroso ou calmo? Tudo isso é verdade. E em tempos de confinamento é normal que a ansiedade tome conta dos tutores. Sabendo o quanto é difícil controlar o nervosismo ou ansiedade, o especialista aconselha que os donos de pets tentem manter o ambiente tranquilo. “Eles sentem quando choramos, e eles querem nos confortar quando presenciam tal situação. Entretanto, quando percebem que não conseguirão nos ajudar, aplicam a “autopunição”. Além de manter a prática da meditação e exercícios físicos para controlar a ansiedade, o especialista aconselha que tutores evitem chorar na frente de seus melhores amigos, mas se isto acontecer, que faça o agradecimento. “Agradeça por ele estar ao seu lado neste momento difícil. Ele entenderá que a situação negativa se transformou na positiva, podendo até oferecer um petisco”.

Harmonia no lar
Manter a harmonia dentro de casa também é uma dica do especialista. “Brigas em família, devido ao excesso de convivência dentro do mesmo espaço, têm sido um dos maiores problemas dessa quarentena. E isso pode refletir diretamente na atitudes dos animais. Músicas relaxantes e diálogos mais brandos ajudam a manter o ambiente mais tranquilo e o animal bem menos estressado”, conclui.

Passeio sim, contato não
Uma pesquisa recente da Universidade de Helsinque, na Finlândia, revelou que três em cada quatro cães podem sofrer de ansiedade. Dado ao momento, Santos aconselha ficar atento a possíveis mudanças de comportamento dos animais durante os dias de resguardo. “Durante esse período, eles podem desenvolver ansiedade por separação e estresse por ficar muito tempo dentro de casa. Existe os pets que já são ansiosos, e podem se machucar de forma grave, ao morderem o próprio rabo e as patas”, comenta Santos. De acordo com o especialista, é necessário seguir as recomendações dos órgãos públicos de saúde, mas também não exagerar nas medidas. “Até o momento pede-se que as pessoas fiquem em casa o máximo possível, porém, passeios curtos com os pets são considerados tão essenciais quanto a ida ao supermercado”, explica. Tutores devem se atentar para com o contato dos pets com outros pets ou pessoas. “Recomenda-se o distanciamento, sem interação. Com o uso destas medidas e evitando que a guia tenha contato com outras guias, o passeio será 100% seguro”, pontua.

Novos comandos
Quem tem pet sempre lamenta não poder passar mais tempo perto do seu bichano. Mas que tal usar esse momento de maior proximidade para estabelecer uma melhor comunicação com ele? “Fazer treinamentos e ensinar novos comandos são fundamentais para estimular a cognição do animal e melhorar a comunicação entre tutor e o pet. Se você nunca ensinou comandos ao seu pequeno, talvez seja o momento ideal”, afirma o especialista.

Brincadeiras
Quanto mais tempo o tutor ficar em casa, mais o pet vai querer brincar. Assim como um familiar, às vezes, não entende quando é feito o home office, respeitando o horário de trabalho, para um cachorro ou gato entender é quase impossível. Para isso, recomenda-se que o entretenimento seja dobrado. “Ofereça brinquedos educativos (kong), de roer (chifres, casca de boi), e outros. O ideal é que o cão tenha atividades lúdicas e físicas, para que ele não tenha nenhum tipo de estresse”, ensina Santos. Caso os brinquedos não sejam suficientes para motivar o animal de maneira eficiente, o especialista dá alternativas: “Podemos motivar o cão ao persegui-lo em qualquer lugar. Na realidade, os pets adoram a companhia humana, especialmente daqueles que cuidam deles e os protegem. Exatamente por isso, brincar diretamente com ele é uma excelente opção”.

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