Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 25 de setembro de 2018
Depois de ver ampliada de oito para 11 pontos percentuais sua desvantagem em relação ao petista Fernando Haddad, que está em segundo lugar, na última pesquisa Ibope, o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, disse, na manhã desta terça-feira (25), apostar nos três debates de TV que estão marcados até o dia da votação, e no alto índice de mulheres indecisas para ir ao segundo turno da eleição. As informações são do jornal O Globo e da agência de notícias Reuters.
“A população não decidiu ainda, temos três debates fundamentais agora. Tem manifestações importantes de mulheres marcadas para o dia 29, que são a maioria do eleitorado e tendem a influenciar muito o voto. Apostem que a campanha está em aberto. Quer dizer que eu sou favorito? Não, nunca fui. Entrei nisso porque precisamos, custe o que custar, dar ao povo brasileiro um caminho diferente”, disse ele.
O candidato do PDT referia-se a mobilizações de mulheres contra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas, e aos debates do SBT, Record e TV Globo.
Ciro, que fez uma pequena caminhada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, citou ainda o elevado número de mulheres sem candidato. Na pesquisa Datafolha da última quinta-feira, ao responder de forma espontânea à pergunta “em quem você vai votar?”, 51% delas afirmaram ainda não saber (38%) ou pretender votar nulo ou branco (13%), o que corresponde a 39,4 milhões de eleitoras. Na ponta do lápis, para cada homem sem candidato, há duas mulheres na mesma situação.
O candidato do PDT tem tentado se apresentar como uma alternativa à polarização entre Bolsonaro e Haddad.
“A questão não é uma terceira via, é pedir ao povo brasileiro para pensar. E eu acredito muito que o povo brasileiro vai usar esses últimos dias para pensar. Será que o Brasil está obrigado a escolher entre o coisa ruim e a volta do PT? Será que o Brasil aguenta esse nível de ódio, de violência na política, de sectarismo?”, questionou o pedetista.
Petróleo
Ciro reiterou que no setor de petróleo vai expropriar áreas que foram concedidas no governo Temer mediante a indenização dos compradores.
O pedetista declarou que vai restaurar a Lei de Partilha, criada no governo do PT, mas que sofreu mudanças na gestão Temer. Uma das principais alterações foi pôr fim à obrigatoriedade de que a Petrobras tenha ao menos 30 por cento das áreas no pré-sal.
Essa semana, o governo vai realizar no Rio mais uma rodada no regime de partilha de produção quando serão ofertadas quatro áreas no pré-sal, considerado a fronteira mais atrativa do mundo na atualidade. Empresas estrangeiras de grande porte e a Petrobras estão habilitadas para participar do leilão organizado pela ANP.
No governo Temer, além da alteração no regime de partilha vários leilões foram feitos tanto do regime de partilha de produção quanto no modelo de concessão. Para especialistas essa foi uma das poucas áreas do governo que avançou desde que o presidente Michel Temer assumiu em função do impeachment de Dilma Rousseff.
Ciro disse que não faz sentido manter as mudanças promovidas por Temer e levantou suspeitas sobre o atual governo.
“Não faz sentido liquidar hoje uma riqueza que pertence a nossos filhos e netos e muito menos entregar para multinacionais, inclusive pitorescamente, para não dizer canalhamente, para uma estatal da Noruega”, afirmou ele. “Evidentemente que os canalhas que nos governam estão levando algum por trás para levar a riqueza do povo brasileiro aos estrangeiros.”
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