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Saúde Cirurgia no SUS remove tumor raro e reconstrói face de jovem em São Paulo

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Paciente realizou remoção de tumor raro e reconstrução da calota craniana pelo SUS. (Foto: Reprodução/EPTV)

Uma equipe formada por 30 profissionais de saúde realizou em Barretos (SP) uma cirurgia no Sistema Único de Saúde (SUS) que removeu um sarcoma — câncer raro desenvolvido em tecido e com forte potencial de metástase — e reconstruiu a face de um paciente de 19 anos. Para a realização do procedimento no Hospital do Amor, a equipe médica foi formada por profissionais de diversas áreas. Foram três meses de preparação.

Um planejamento virtual também foi organizado para detalhar a cirurgia, segundo o médico cirurgião Renato de Castro Capuzzo. “Conseguimos unir técnicas muito complexas. Isso é realmente difícil de obter pelo SUS, porque a gente precisa de sincronia de tratamento. Ficamos muito satisfeitos com os procedimentos, isso nos encoraja a tentar outros desafios mais à frente”, afirma.

Técnicas avançadas

O paciente deu entrada na unidade em fevereiro deste ano apresentando um quadro clínico grave de sarcoma. A situação era considerada inoperável pelos médicos. Segundo Capuzzo, o tumor já estava com avançada invasão intracraniana e expansão à beira de uma artéria, principal responsável por levar sangue ao cérebro.

Em decorrência da gravidade do caso, foi necessário a mobilização de boa parte da equipe hospitalar. “Hoje em dia conseguimos unir recursos tecnológicos que ajudam muito a ter um resultado intra-operatório e pós-operatório melhor. Unimos todos os nossos esforços para tentar salvar esse rapaz”, afirma.

Reconstrução

Além da remoção do tumor, os profissionais também trabalharam na reconstrução da calota craniana do paciente, com o intuito de fazê-lo ter melhor condição de vida e estética no pós-operatório. O responsável por essa etapa foi o cirurgião plástico Clayton Dias.

A microcirurgia é considerada um procedimento de difícil acesso no País, pois consiste em religar os vasos sanguíneos de nervos de uma parte do corpo do paciente no local afetado pela remoção do tumor. “Buscamos a preservação da vida, o resgate da função e tentar alcançar o melhor resultado estético. Por se tratar de um paciente jovem, é difícil deixá-lo com uma deformidade as custas da ablação oncológica”, afirma.

Resultado

Após cerca de 22 horas de cirurgia, a equipe de profissionais e o jovem puderam respirar aliviados. O tumor foi ressecado e a face do paciente estava reconstruída. Para Dias, o momento pós-cirurgia trouxe grande satisfação: “Isso é algo muito grandioso que nos deixa muito feliz. Nos sentimos abençoados”, diz.

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