Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de agosto de 2021
A CMPC, uma das maiores indústrias de papel e celulose da América Latina, apresentou na tarde desta sexta-feira (06) o seu novo projeto que terá grande relevância para a indústria brasileira e do Rio Grande do Sul, o BioCMPC, o que tornará a sua planta industrial na cidade de Guaíba (RS) referência em sustentabilidade no Brasil.
O BioCMPC foi anunciado pelo presidente Global das empresas CMPC, Francisco Ruiz-Tagle, pelo diretor-geral da CMPC no Brasil, Mauricio Harge, e seus principais executivos no Brasil e no mundo. A coletiva on-line teve mediação do diretor de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade da CMPC, Daniel Ramos.

(Foto: Divulgação/ Fabiano Panizzi)
O projeto de Bioeconomia prevê a implantação de importantes investimentos em modernização operacional, além de novas medidas de controle e gestão ambiental. As 31 iniciativas se dividem da seguinte forma: 9 relacionadas à implantação de novos equipamentos de controles ambientais e o repotenciamento de sistemas já existentes, 8 novas iniciativas voltadas à gestão ambiental e 14 ações de modernização operacional.
O BioCMPC irá gerar um relevante ganho de performance para a unidade de Guaíba, por meio do aumento de aproximadamente 18% da capacidade produtiva, quando comparado aos resultados dos últimos doze meses. Isso será possível em função da instalação de novos e modernos equipamentos, tais como as linhas adicionais de picador e peneiramento de cavacos, a realização de melhorias no digestor, no sistema de branqueamento, na secagem de celulose e na caustificação. A sustentabilidade está completamente alinhada às ações de modernização, que resultam na melhora de grande parte dos resultados dos indicadores de meio ambiente.
Com investimento de aproximadamente R$ 2,75 bilhões, a previsão é que sejam gerados cerca de 7.530 vagas de emprego, sendo 3.680 empregos diretos e indiretos e 3.850 empregos induzidos na cadeia econômica do Rio Grande do Sul e país. As obras estão previstas para iniciarem ainda em 2021, no qual ocorrerão de segunda a sexta, das 8h às 18h. Já a conclusão deve ocorrer em dezembro de 2023. Ainda, será realizado um grande programa de formação e contratação com as seguintes metas: 70% de mão de obra local e 50% de fornecedores locais.
O canteiro de obras principal terá sua estrutura instalada em local próximo à BR-116. “Não será dentro da unidade para evitar qualquer tipo de interferência e ruído. A entrada de pessoas, máquinas e equipamentos ocorrerá exclusivamente pelo acesso privado da empresa na BR-116. Já temos um acesso privado que é o mesmo que a gente traz as madeiras, então a gente vai usar o mesmo acesso, não teremos nenhuma interferência urbana na cidade”, explicou o diretor-geral da CMPC no Brasil, Mauricio Harge.
Os resíduos gerados serão reaproveitados e transformados em novos produtos. “E uma gestão principalmente do plano básico ambiental, uma gestão da execução dessa obra, evitando ao máximo as interferências em toda a comunidade. Serão adotadas medidas para evitar e reduzir possíveis interferências durante as obras”, destacou Harge. Já o impacto tributário, tanto municipal, federal e estadual, somados, estima-se em torno de R$ 350 milhões para a gestão pública.
Para os interessados que desejam acompanhar a performance ambiental da empresa, a CMPC, lançará de forma pioneira no Brasil, o Centro de Controle Ambiental. Será um espaço on-line com tecnologia de ponta para gestão dos indicadores e performance ambiental da operação.
“Estamos abertos para parcerias, estamos lançando um programa de fomento que se chama “RS Mais Renda”, então os produtores pequenos e médios de todo o estado que estiverem interesse em ter uma parceria com a CMPC, nós estamos abertos a ajudá-los em investir na silvicultura que é algo tão sustentável e tem uma contribuição tão positiva para o planeta”, finalizou o diretor-geral da CMPC no Brasil.
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