Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de julho de 2015
Delatores afirmaram em depoimentos a investigadores da Operação Lava-Jato que o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) recebeu pessoalmente dinheiro vivo resultante do esquema de corrupção na Petrobras. Antes de o dinheiro chegar às mãos do ex-presidente, disseram esses delatores, a quantia teria circulado em um carro-forte de uma empresa de valores e em carros blindados.
De acordo com esses depoimentos, Collor foi destinatário de propina referente a um acordo que envolveu a BR Distribuidora para beneficiar uma rede de postos – a Aster, de propriedade do empresário Carlos Alberto Santiago, em cujo escritório a PF (Polícia Federal) apreendeu cerca de 3,6 milhões de reais nesta semana.
Conforme os delatores, o principal articulador do acordo que teria resultado em propina para dirigentes da BR e para o próprio senador foi Pedro Paulo Leoni Ramos, ministro de Assuntos Estratégicos do governo Collor.
O advogado Rogério Marcolini, defensor de Collor, disse que não teve acesso ao teor do que motivou as buscas e, por isso, não comentará as acusações. Ele também criticou a demora para ter acesso às investigações.
A assessoria do ex-ministro Leoni Ramos divulgou nota, informando que ele já prestou todos os esclarecimentos às autoridades competentes, depoimento este que está sob sigilo, e reafirmou a disposição dele para continuar colaborando.
As informações serviram de base para as buscas realizadas na última terça-feira pela PF em diversos Estados e que envolveram políticos na Operação Politeia. (AG)
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