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Economia Com a alta dos preços dos combustíveis, inflação volta a aumentar no Brasil

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O resultado interrompe uma sequência de dois meses de deflação

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
O número, na verdade, veio praticamente em linha com o previsto pelo mercado. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial do Brasil, ficou em 0,26% em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado interrompe uma sequência de dois meses de deflação, em meio à pandemia de coronavírus: -0,31% e -0,38% em abril e maio, respectivamente.

A taxa foi influenciada pelo aumento nos preços dos combustíveis após reduções nos últimos quatro meses, em especial da gasolina. Com alta de 3,24%, o combustível exerceu o maior impacto individual sobre o índice, de 0,14 ponto percentual.

“Houve uma alta nos preços dos combustíveis que chegou nas bombas e impactou o consumidor final. Isso alterou o grupo de transportes e influenciou no IPCA”, disse Pedro Kislanov, gerente da pesquisa.

Etanol (5,74%), gás veicular (1,01%) e óleo diesel (0,04%) também registraram alta, elevando o preço dos combustíveis em 3,37%, frente à variação de -4,56% registrada em maio.

O grupo alimentação e bebidas registrou alta de 0,38% em junho. Os itens já vinham em uma sequência de aumentos, em parte ligados à alta demanda durante a pandemia, segundo o IBGE.

Entre os alimentos, destacam-se as altas registradas em carnes (1,19%), leite longa vida (2,33%), arroz (2,74%), feijão carioca (4,96%) e queijo (2,48%). Já as maiores quedas vieram de tomate (-15,04%) e cenoura (-8,88%).

O grupo artigos de residência teve alta de 1,30%, em função do aumento dos eletrodomésticos e equipamentos (2,92%) e dos artigos de TV, som e informática (3,80%). Já itens de mobiliário tiveram queda de 1,33%.

O IPCA acumula alta de 0,10% no ano e de 2,13% em 12 meses, conforme o IBGE.

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Wilson Rodrigues Luz Rodrigues
10 de julho de 2020 21:36

No meu tempo de criança e na adolescência no tempo de Ginásio, os bobos, ou bobocas dos estudantes saiam as ruas e gritavam a PETROBRÁS, é nossa. Hoje vejo com muita tristeza que a PETROBRÁS, nunca foi nossa. A petrobrás é do Diabo.

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