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Brasil Com a pandemia de coronavírus, 51% dos servidores federais estão em home office

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Ministros do Palácio do Planalto que tiveram resultado negativo decidiram trabalhar normalmente. (Foto: Agência Brasil)

Com a pandemia do novo coronavírus, 51% dos servidores públicos federais passaram a trabalhar em home office, informou o Ministério da Economia nessa quarta-feira (6).

Levantamento da pasta mostra que, até a última sexta-feira (1º), o número de casos confirmados da Covid-19 entre servidores federais chegou a 487.

Os dados não são definitivos porque abrangem apenas 167 mil funcionários de unidades administrativas que encaminharam informações ao ministério. Quase metade dos órgãos não responderam no prazo.

O governo federal tem hoje 597 mil servidores civis ativos, de acordo com o painel estatístico de pessoal disponibilizado pelo Ministério da Economia.

A coleta das informações é feita por meio de uma ferramenta disponibilizada aos órgãos pela internet.

“A Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal tem buscado ao máximo a colaboração dessas unidades gestoras, para a atualização semanal dos dados e para obter informações sobre a totalidade dos servidores”, informou em nota.

Casos no Brasil

Dados do Ministério da Saúde dessa quarta mostram que o Brasil bateu um novo recorde de mortes por coronavírus registradas em um dia, com 615 novos óbitos, e se tornou o sexto país com mais mortes no mundo, segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA), que monitora dados da pandemia.

Com um total de 8.536 mortes por coronavírus, o Brasil ultrapassou a Bélgica, que tem 8.339 óbitos.

Também houve 10.503 novos casos confirmados — o total é de 125.218.

O recorde de mortes registradas em 24 horas era do dia anterior, com 600 novos óbitos.

Segundo especialistas, os números reais devem ser maiores, já que há baixa oferta de testes no País e subnotificação. Atualmente, o Brasil tem 1.643 mortes em investigação.

Questionado sobre se o recorde indica uma necessidade de reforço em orientações de isolamento, o ministro da Saúde, Nelson Teich, admitiu que há uma tendência de aumento na curva e defendeu reforço em “medidas de cuidado”, sem, contudo, citar exemplos.

“Sobre as mortes, a curva não está caindo e vamos ter que prestar atenção nisso e intensificar um pouco mais a nossa comunicação com a sociedade falando dos cuidados”, afirmou. “Vemos que não estamos entrando numa descendente.”

Apesar de reconhecer o aumento, Teich voltou a defender que sejam analisados os cenários regionais, e não uma “média Brasil”. Segundo ele, as orientações devem variar por região.

“Temos que tratar regionalmente. Não existe hoje uma média Brasil, não podemos abordar o Brasil através de uma média. Vemos que para o Brasil não temos uma linha de queda, mas a abordagem de cada região vai depender dos números locais. A estratégia de cada local vai depender da evolução”, disse.

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