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Política Com a saída de Lewandowski, Lula vai criar o Ministério da Segurança Pública

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Mas o que mais irritou Lewandowski neste período não foram as cobranças, e sim o fogo amigo por parte de integrantes do governo e do PT. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está decidido a criar o Ministério da Segurança Pública, dividindo assim a atual pasta da Justiça. Os estudos para a criação começarão imediatamente na Casa Civil e na Justiça. Mas Lula só pretende assinar o ato de criação do Ministério da Segurança depois da aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso.

O Ministério da Segurança Pública foi uma promessa de campanha de Lula em 2022.

Nascerá agora, em pleno ano eleitoral, após a constatação óbvia que não há como não priorizar um tema que é considerado pelos brasileiros como o mais preocupante, segundo as pesquisas.

Carta

Ricardo Lewandowski entregou nessa quinta-feira (8) sua carta de demissão da pasta. No documento dirigido ao presidente Lula diz que razões pessoais e familiar o levaram a pedir a saída do governo.

“Sirvo-me do presente para, respeitosamente, apresentar o meu pedido de exoneração do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, por razões de caráter pessoal e familiar, a partir de 9 de janeiro de 2026”, afirma a carta.

Lula ainda não definiu quem será o substituto. O advogado-geral da Petrobras, Welligton Cesar Lima e Silva, é um dos cotados. São citados também o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Perrogativas, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Lewandowiski se reuniu com o presidente nessa quinta no Palácio do Planalto, antes do ato do 8 de janeiro. Na conversa, o ministro acertou que a sua saída ocorrerá nesta sexta-feira (9).

Na carta, o ministro diz também que exerceu as atribuições do cargo com “zelo e dignidade”, exigindo a si mesmo e seus subordinados “o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”.

“Ressalto que tive o privilégio de continuar servindo ao País – depois de aposentar-me como Ministro do Supremo Tribunal Federal – sob a inspiradora liderança de Vossa Excelência, sempre comprometida com o progresso e o bem-estar de todos os brasileiros. Agradecendo o permanente estímulo e apoio com que fui honrado ao longo desses quase dois anos à frente da Pasta, aproveito o ensejo para reiterar minha manifestação de elevado apreço e distinta consideração”, finaliza o ministro. (Com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo)

 

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