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Brasil Com a chegada do horário de verão, os cuidados com a pele devem ser reforçados

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(Foto: Reprodução)

Da madrugada deste domingo até o dia 18 de fevereiro do ano que vem, dez Estados brasileiros, mais o Distrito Federal, devem adiantar os relógios em uma hora, devido ao início do horário de verão. Com a mudança, torna-se ainda mais importante observar e reforçar os cuidados com a pele. Isso porque, além da aproximação do verão e do aumento da incidência de sol, a alteração nos relógios provoca uma mudança na exposição à radiação solar.

“Existem dois tipo de radiação: A e B. A primeira é aquela que vai do nascer até o por-do-sol, enquanto a segunda é aquela que vem com sol a pino, entre 10h e 15h. Com o horário de verão, essa faixa fica mais prolongada, até às 16h”, ressalta Pedro Dantas, coordenador do departamento de oncologia cutânea da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Nesta época do ano, a exposição aos raios-ultravioleta aumentam por conta da maior quantidade e duração de atividades realizadas ao ar livre – incluindo os banhos de sol e idas à praia ou à piscina. Dessa forma, é fundamental redobrar o cuidado com esses raios, que são uma das principais causas provocadoras do câncer de pele.

Proteção

Com essa extensão do horário de risco, é importante que se aumente os cuidados com a pele, que são necessários em todo o ano, independentemente da estação. “Vestimentas adequadas se tornam uma proteção, como uso de mangas compridas, chapéus com aba e óculos escuros, além de procurar se manter sempre na sombra”, explica o dermatologista. “E, é claro, é sempre essencial aplicar o protetor solar”.

De acordo com o Dantas, a recomendação é de que o produto tenha pelo menos o fator 30 e seja reaplicar ao longo do dia. O ideal é a cada duas horas e ao menos 15 minutos antes de se expor aos raios solares. E isso não abrange apenas as situações de bronzeamento intencional, mas também as caminhadas, inclusive pelas ruas e outros espaços urbanos.

Uma dica simples a se observar para evitar o horário de maior incidência dos raios solares nocivos é olhar a própria sombra. Se a própria sombra for menor do que a altura da pessoa, significa que o sol está a pino e não é muito saudável estar exposto a ele. Se estiver maior que a altura, é porque o sol está mais ameno. Mas isso não reduz a necessidade do uso de protetor solar.

Economia

A medida que entra em vigor neste domingo vale para os Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal. Embora o objetivo seja a economia de energia, o governo chegou a cogitar a não adoção do horário de verão neste ano.

Um estudo do Ministério de Minas e Energia e do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) mostrou que que o programa vem perdendo efetividade ao longo do tempo. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, o horário de verão 2016/2017 gerou ganhos da ordem de R$ 159,5 milhões, decorrentes da redução do acionamento de usinas térmicas durante o período de vigência da medida. O número é considerado baixo para os padrões do setor elétrico.

Um dos fatores responsáveis pelo decréscimo são as mudanças no perfil de consumo. Se economia da medida vem, principalmente do fato de que a iluminação é acionada mais tarde do que normalmente o seria, o fato é que houve um deslocamento dos horários de pico no uso de eletricidade para o período da tarde, quando mais aparelhos de ar condicionado são ligados, por exemplo.

 

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