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Rio Grande do Sul Com estoques críticos do “kit intubação” nos hospitais gaúchos, o governo do Estado volta a pedir medicamentos ao Ministério da Saúde

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Análise de impacto deve ser feita considerando a população como um todo e pontuam fatores comportamentais para aumento de óbitos entre jovens. (Foto: EBC)

O governador Eduardo Leite enviou ao Ministério da Saúde, nesta quinta-feira (15), um novo pedido de medicamentos do chamado “kit intubação”. O ofício é dirigido ao titular da pasta, Marcelo Queiroga, e inclui uma tabela com diversos medicamentos cujos estoques são considerados críticos nos hospitais gaúchos.

A lista abrange Atracúrio, Atropina, Cisatracúrio, Diazepam, Midazolam e outros. Ao todo, a solicitação abrange 22 itens usados na intubação de pacientes com problema respiratórios severos devido ao agravamento de infecção pelo coronavírus.

“A situação é desesperadora”, classifica a titular da Secretaria Estadual da Saúde (SES), Arita Bergmann. “Precisamos, com urgência, que o Ministério nos auxilie a repor os estoques dos hospitais, sob pena de os pacientes intubados acordarem sem medicação, o que seria terrível.”

Apesar de a aquisição dos medicamentos do “kit intubação” ser de responsabilidade dos hospitais, em função do agravamento da pandemia a SES realiza um levantamento semanal com hospitais e pronto atendimentos sobre o estoque dos 22 medicamentos para intubação.

A ação de rotina visa acompanhar a quantidade de cada um na rede hospitalar, que sofre escassez desde julho do ano passado, em decorrência da pandemia. Já foram adquiridos medicamentos no mercado nacional e internacional, tanto pelo Ministério da Saúde quanto pelo Estado.

Em 2020, foram distribuídos cerca de 150 mil frascos de medicamentos e, em 2021, já foram entregues, em 10 remessas, cerca de 225 mil frascos, entre aquisições do Ministério da Saúde e do governo do Estado. As entregas foram feitas pelo Exército em hospitais da capital e do interior. No momento, não há estoque para ser distribuído.

“Como o aumento da demanda foi muito grande, as diversas compras que fizemos e até os empréstimos entre hospitais não têm sido suficientes”, apela a diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada da SES, Lisiane Fagundes. “Precisamos muito que o Ministério nos ajude neste momento crítico.”

R$ 33 milhões para hospitais

A Secretaria Estadual da Saúde repassou, nesta quinta-feira (15), R$ 33 milhões para programas municipais da área da saúde. O repasse mantém a regularidade dos pagamentos das responsabilidades estaduais deste setor, desde o início da gestão atual.

Na última sexta-feira (9), já haviam sido pagos R$ 10 milhões, que completam a integralidade dos repasses referentes a custeios de programas municipais da rede assistencial à saúde, somando R$ 43 milhões para tal finalidade.

De acordo com o Palácio Piratini, a verba mantém mensalmente os programas municipais que fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS), como Estratégia Saúde da Família (ESF), Política Estadual de Incentivo para Qualificação da Atenção Básica (Pies) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), dentre outros.

(Marcello Campos)

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