Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de janeiro de 2020
Nessa terça-feira, produtores iniciaram oficialmente em Porto Alegre a colheita da safra para a 29ª Festa da Uva e da Ameixa, reforçando a tradição da capital gaúcha no plantio de frutas. Em uma cerimônia simbólica, foram retirados os primeiros cachos das parreiras da família Balestrin, no bairro Vila Nova (Zona Sul). A estimativa é de 100 toneladas de cada fruta até este fim de semana.
O evento está marcado para os dias 11, 12, 18 e 19 no CTG Estância da Figueira (rua Doutor Vergara nº 5.345, bairro Belém Velho), das 9h às 20h, com acesso gratuito e bancas oferecendo o quilo da uva e da ameixa a preços entre R$ 8 e R$ 9.
A realização é dos produtores rurais e Ascobev (Associação Comunitária Belém Velho), com apoio institucional da SMDE (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico) e Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural).
Porto Alegre é a segunda capital brasileira com maior extensão rural, perdendo nesse quesito apenas para Palmas, no Tocantins. A sua área rural demarcada tem 4,1 mil hectares, o equivalente a 8,28% do território da cidade.
Anfitriã da abertura da colheita, a família Balestrin administra a propriedade desde 1896. Originalmente pertencente aos pais de Marina Balestrin de Menezes, a área possui cerca de mil pés de uvas dos tipos francesa preta, niágara rosa e branca.
Há 60 anos, Marina toca a produção ao lado do marido, Ari Menezes, e do filho Marcos. A família comemora a safra. “Mesmo que o clima tenha nos prejudicado, vamos ter uma colheita satisfatória”, celebram.
Autoridades
Na manifestação do titular-adjunto da SMDE, Leandro Balardin, destaque para a capacidade da demanda rural de Porto Alegre: “Temos uma produção primária de muita qualidade, que valoriza nossa região e permite o comércio direto ao consumidor, reduzindo o custo de forma significativa.
Também presente no evento, o novo presidente da Câmara de Vereadores, Reginaldo Pujol, elogiou a colheita e salientou a relevância da atividade rural para a economia e para o turismo da cidade:
“É importante preservar a região. As pessoas precisam saber da qualidade da uva e da ameixa plantadas no município, precisam saber do valor do agronegócio que persiste em Porto Alegre”.
(Marcello Campos)
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