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Política Com a nova política da Petrobras, o valor médio da gasolina já subiu mais de 12%

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Agora, houve redução de 1,8% da gasolina nas refinarias e 0,5% no do diesel. (Foto: Reprodução)

O preço médio da gasolina no Brasil já subiu 12,28% desde que a Petrobras adotou sua nova política de preços, aumentando a frequência de ajustes no valor dos combustíveis. O cálculo é da Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado) a partir de dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo) e considera o período entre a segunda semana de julho e a média do mês de setembro – que saiu de R$ 3,50 para R$ 3,93. Já o preço do GNV (Gás Natural Veicular) teve variação de 0,8%, em média nacional, nesse período.

Irregularidade

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão regulador do mercado de capitais, acusa 40 administradores e ex-administradores da Petrobras de terem burlado as normas contábeis brasileiras.

A suspeita de irregularidade está na reavaliação do valor de ativos como as Refinarias Abreu e Lima  e o Complexo Petroquímico do Rio.

A lista de acusados inclui nomes como o diretor financeiro da estatal Ivan Monteiro e os ex-presidentes Aldemir Bendine, Graça Foster e José Sérgio Gabrielli.

O detalhes em torno da suspeita de irregularidade ainda não são públicos. A acusação da CVM indica uma violação por parte dos administradores do chamado “dever de diligência”, que determina, entre outras pontos, que eles zelem pela saúde financeira da companhia.

Por isso, nessa etapa das investigações, além dos diretores, todos os conselheiros das gestões que estão sob a mira da CVM se tornam alvo da apuração – uma vez que são responsáveis, respectivamente, pela elaboração das contas e por fiscalizá-las.

As falhas nos procedimentos contábeis, realizados anualmente, podem ter levado a Petrobrás a divulgar informações que não refletiam a sua real situação financeira.

A revisão de projetos avalia se suas receitas futuras serão suficientes para arcar com os custos de operação e recuperar os investimentos. Caso contrário, são feitas baixas contábeis, que afetam seu lucro e o pagamento de dividendos.

A área de abastecimento, alvo da denúncia, reúne as operações do conjunto de refinarias, oleodutos e terminais da petroleira. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a CVM analisou as demonstrações financeiras de 2010 a 2014 para verificar inconsistências ou a falta dos testes – chamados “impairment” no jargão financeiro. Só em 2014 e 2015, houve baixas contábeis de quase R$ 100 bilhões.

A CVM acusa atuais e ex-diretores, conselheiros de administração e fiscais pelas supostas irregularidades. Além dos ex-presidentes, a lista inclui executivos da atual diretoria: Ivan Monteiro (Financeiro), Solange Guedes (Exploração e Produção), Roberto Moro (Desenvolvimento), Jorge Celestino (Refino), Hugo Repsold (Assuntos Corporativos) e João Elek (Governança).

Também estão no processo ex-conselheiros de administração como o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, a ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior, o ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e os empresários Jorge Gerdau e Josué Gomes da Silva. São acusados ainda os ex-diretores envolvidos na Lava Jato Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Jorge Zelada.

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