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Brasil Comissão dá 10 dias para o diretor-geral da Polícia Federal explicar as suas declarações sobre o inquérito de Temer

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O diretor-geral da PF, Fernando Segovia, e o presidente Michel Temer, em imagem de novembro de 2017. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

A Comissão de Ética Pública da Presidência informou nesta segunda-feira (19) que o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Fernando Segovia, terá dez dias para prestar esclarecimentos no processo que apura a conduta dele.

O prazo foi dado depois que o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), apresentou a denúncia contra Segovia.

Segundo o presidente da comissão, Mauro Menezes, cabe à Comissão de Ética observar requisitos como integridade, imparcialidade e impessoalidade “no trato da coisa pública pelas autoridades”.

Interessa, de fato, à comissão saber se as informações privilegiadas foram devidamente conservadas e se houve ou não houve uma espécie de transgressão praticada pelo diretor-geral da Polícia Federal ao prestar tais declarações.”

No último dia 9, uma entrevista de Fernando Segovia à agência de notícias Reuters provocou polêmica.

À agência, o diretor-geral da Polícia Federal disse que não há provas contra o presidente da República, Michel Temer, no inquérito que apura o suposto pagamento de propina na edição, por Temer, de um decreto relacionado ao setor de portos.

Além disso, de acordo com a Reuters, Segovia indicou que a Polícia Federal pedirá o arquivamento das investigações sobre o presidente Temer.

As declarações do diretor-geral foram criticadas por políticos e por integrantes da própria Polícia Federal, entre os quais delegados que atuam na Operação Lava-Jato.

Diante da polêmica, o diretor-geral divulgou uma carta, na qual negou ter falado em arquivamento do caso, acrescentando que a investigação sobre o presidente não sofre interferências.

O inquérito é a única apuração formal contra Michel Temer em curso no STF (Supremo Tribunal Federal). A investigação foi pedida pelo ex procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Intimação a Segovia

Relator do inquérito em que o presidente Temer é investigado, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, chegou a intimar o diretor-geral da Polícia Federal a dar explicações sobre as declarações à Reuters.

Os dois se encontraram nesta segunda-feira em Brasília, no Distrito Federal. À TV Globo, no último dia 10, o diretor-geral da Polícia Federal afirmou ter sido mal interpretado pela agência.

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