Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de julho de 2016
Para os funcionários da seguradora Aetna, vale a pena ter uma boa noite de sono. Vale exatamente 300 dólares (cerca de 980 reais) por ano. O projeto recompensa os empregados que dormem pelo menos sete horas por noite devido à preocupação da empresa americana com o impacto da falta de sono na performance dos funcionários.
Quem participa pode ganhar 25 dólares (cerca de 82 reais) a cada 20 noites em que dormir pelo menos sete horas, até um limite de 300 dólares a cada 12 meses. O esquema teve início em 2009. No ano passado, cerca de 12 mil dos 25 mil funcionários da empresa participaram, um aumento em relação aos 10 mil de 2014.
Os funcionários podem registrar suas horas de sono automaticamente, por meio de um monitor de pulso que se conecta à rede de computadores da Aetna, ou então inserir manualmente suas horas de sono – a empresa confia que falarão a verdade.
Kay Mooney, vice-presidente de benefícios a funcionários da Aetna, diz que o programa de sono é “um dos muitos hábitos saudáveis que queremos que nossa equipe tenha.” Eles também recebem pagamentos extras por fazer exercícios.
Estudos.
O compromisso da Aetna em garantir que seus funcionários durmam o suficiente surge de estudos que alertam que a falta de sono pode afetar de forma significativa a capacidade de trabalho.
Apenas nos EUA, o trabalhador médio perde 11,3 dias de trabalho ou 2.280 dólares de produtividade por ano devido à falta de sono, conforme um relatório da American Academy of Sleep Medicine. Ela calcula que isso some anualmente uma perda de 63,2 bilhões de dólares à economia americana.
Enquanto isso, um estudo europeu de 2015 da Rand Corporation diz que “funcionários que dormem menos de sete a oito horas por noite experimentam uma perda de produtividade significativamente maior comparada aos empregados que dormem mais de oito horas por noite em média.” (AG)
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