Terça-feira, 01 de Dezembro de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
25°
Mostly Cloudy

Viagem e Turismo Conheça a mais nova atração natural de Nova York, em píer do Rio Hudson

Compartilhe esta notícia:

O chamado Hudson River Park, em Manhattan, é dedicado à ecologia fluvial. (Foto: Reprodução)

Expandir um parque geralmente significa alterar uma paisagem já existente, mas os criadores do Pier 26 enfrentaram um desafio muito maior: criar algo totalmente novo nas corredeiras rápidas do Rio Hudson.

Os resultados puderam ser conferidos recentemente, quando o píer reformado foi aberto ao público. Mais nova adição ao Hudson River Park em Manhattan, essa área de um hectare é o único píer público da cidade dedicado à ecologia fluvial. Incorporando um gramado, uma quadra de esportes e deques que se elevam mais de três metros e meio acima do nível da água, exibe plantas e árvores nativas que remontam à época em que apenas os índios ocupavam o que hoje é Nova York. Entretanto, a característica que mais se destaca é uma façanha da tecnologia do século XXI: uma vez que o quebra-mar do parque impedia a criação de um manguezal rochoso entre marés na costa – o que seria uma verdadeira bonança educacional –, o fundo que administra o parque decidiu fazer um no próprio rio.

“Todo mundo sabe que dá para criar uma zona úmida e piscinas naturais perto do anteparo, mas como fazer isso a quase 245 metros da margem, no meio da água?”, questiona Madelyn Wils, presidente e CEO do Hudson River Park Trust, corporação pública sem fins lucrativos que opera e continua a desenvolver o parque.

Wils apresentou sua ideia à OLIN, uma firma de paisagismo da Filadélfia. A equipe, incluindo Trevor Lee como projetista principal e Lucinda Sanders, CEO da empresa, trabalhou em parceria com a Mueser Rutledge Consulting Engineers & Biohabitats, companhia especializada em restauração ecológica, para criar uma área alagada de aproximadamente 1.390 m². Chamado de Tide Deck, esse pântano artificial se apoia sobre uma plataforma de concreto disposta sobre 36 pilares de aço que vão até o leito do rio, no trecho sob a extremidade do píer e à volta dele.

Para barrar as ondas e oferecer refúgio às aves aquáticas, o gerente do projeto, Demetrios Staurinos, e a principal paisagista da OLIN, Jamee Kominsky, selecionaram 1.300 rochas no interior do estado de Nova York, que montaram “como se fosse um quebra-cabeça”, descreve Staurinos. Além disso, abriram espaço para a formação de piscinas naturais para as criaturas marinhas. Para desenvolver a flora, os profissionais inseriram grama marinha em 96 módulos de poliéster reforçado que foram ancorados à plataforma.

“É bem parecido com um transplante capilar. Você planta a grama nos plugs e então o sedimento naturalmente coleta as mudas”, explica Wils durante uma volta à região.

Duas vezes por dia, na maré alta, esse charco artificial se enche completamente, em um processo que pode ser observado de um dos deques instalados logo acima. Na maré baixa, excursões turísticas e escolares podem descer a trilha para chegar ao brejo, onde podem analisar de perto o estuário do Hudson, um ecossistema imenso no qual a água salgada do Atlântico se mistura com a água doce dos afluentes do rio. Os projetistas pretendem anexar “biohuts”, habitats artificiais para criar peixes jovens a diferentes alturas ao longo das pilastras do Tide Deck. O fundo também tem a intenção de reconstruir a população de ostras, que poderão ser analisadas pelos alunos.

“Usamos o parque como nosso laboratório vivo”, diz Carrie Roble, vice-presidente do fundo para o estuário e a educação. Outras espécies que devem habitar o ambiente incluem algas microscópicas, caramujos minúsculos e aves de rapina como o búteo de cauda vermelha e o falcão americano. (Os programas públicos ainda não foram definidos por causa da pandemia, mas o fundo vem realizando um tour ao vivo pelo Tide Deck no Facebook).

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Viagem e Turismo

Cruzeiros: o que sabemos sobre a nova temporada de transatlânticos no Brasil
Saiba se viajar no fim do ano é seguro devido à pandemia
Deixe seu comentário
Pode te interessar