Domingo, 29 de Março de 2020

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Mundo O encontro de países do G20 foi encerrado com um anúncio de trégua comercial entre a China e os Estados Unidos

"Vamos ver o que acontece", disse o líder norte-americano (E) após o acerto. (Foto: Reprodução)

Ao final da cúpula do G20 em Osaka (Japão), os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, concordaram em retomar negociações comerciais. O fim do impasse – ou pelo menos uma tentativa nesse sentido – foi tema de uma reunião bilatera durante o evento.

“Tivemos uma reunião muito boa com o presidente chinês Xi. Eu diria que excelente”, declarou o chefe da Casa Branca. A agência de notícias chinesa Xinhua, por sua vez, frisou que as tratativas, interrompidas em maio, serão retomadas e que Washington desistiu da ameaça de impor novas tarifas de importação que teriam afetado US$ 500 bilhões em produtos chineses importados.

“Estamos de volta aos trilhos e vamos ver o que acontece”, disse o líder norte-americano a um grupo de repórteres, depois de uma reunião de 80 minutos com o colega chinês.

A trégua é similar a uma que foi declarada pelos dois presidentes na cúpula do G20 do ano passado em Buenos Aires, embora meses depois a guerra comercial tenha recomeçado. Trump disse que, embora não pretenda suspender as tarifas de importação existentes, ele vai evitar impor novas cobranças em bens chineses adicionais.

“Estamos segurando as tarifas e eles comprarão produtos agrícolas”, disse, sem dar detalhes sobre compras futuras de produtos agrícolas pela China. “Se chegarmos a um acordo, será um evento muito histórico.”

O presidente dos Estados Unidos não estabeleceu um cronograma para o que chamou de acordo complexo, mas disse que não estava com pressa. “Quero fazer isso direito”, encerrou.

Meio ambiente

Em matéria de mudança climática, os países reforçaram a “irreversibilidade” do Acordo de Paris e se comprometeram com a plena “implementação” das suas medidas nacionais contra a mudança climática, com a exceção do líder norte-americano. A declaração final acrescenta um ponto no qual os Estados Unidos “reiteram sua decisão de retirar-se do Acordo de Paris porque representam uma desvantagem para os trabalhadores e contribuintes americanos”.

Diante do pessimismo pelo distanciamento das posturas nacionais e com quase todos os focos postos em Trump e em reuniões bilaterais durante a cúpula, alguns países optaram por defender suas prioridades em grupos menores e até mesmo puseram em dúvida a utilidade do G20 no seu formato atual.

Na mesma linha, os ministros das Relações Exteriores da França e da China e o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, realizaram uma declaração conjunta onde pediam ações contra a mudança climática. Por sua parte, o presidente francês, Emmanuel Macron, sugeriu mudanças no formato do G20 para conseguir acordos eficazes, sobretudo na questão ambiental.

O texto final inclui ainda o objetivo de “reduzir a zero” a contaminação de plásticos nos oceanos até 2050, meta global batizada como “Visão de Oceanos Azuis de Osaka” e que deve ser alcançada “ao mesmo tempo em que se reconhece o papel importante do plástico para a sociedade”.

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