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Brasil Cotada para ministra da Educação, a irmã de Ayrton Senna disse que o cargo não está nos seus planos

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Viviane Senna alertou para o risco de perseguição de professores. (Foto: Agência Brasil)

Após se reunir nesta semana com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a empresária Viviane Senna, presidente do instituto que leva o nome irmã do piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna (1960-1994), divulgou uma nota ressaltando que não está em seus planos assumir o comando do Ministério da Educação. O nome dela tem sido citado como possível titular da pasta no próximo governo.

Segundo fontes que acompanharam o encontro, Viviane defendeu que o governo de Jair Bolsonaro não pode ter como pauta a perseguição aos professores. A conversa teria sido técnica, com apresentação do cenário educacional brasileiro.

O grupo não se referiu diretamente a ideias de Bolsonaro para a área, como a defesa do projeto Escola sem Partido, que combate uma suposta doutrinação de professores, a ampliação de colégios militares e a implementação da educação a distância no ensino médio.

Nenhuma dessas propostas foi adotada em países que se tornaram modelo para a educação no mundo. “Temos que ter pauta propositiva e não pauta-bomba”, alertou um dos participantes que acompanhavam a empresária.

“Eu acredito que a Educação é um desafio de toda a sociedade e não só do poder público. Cada um de nós, pessoas civis, temos a nossa parcela de contribuição. Por isso, venho dedicando esses últimos 25 anos de minha vida nesse compromisso”, disse ela na nota.

Viviane havia sido chamada por Lorenzoni para um encontro e foi ela quem sugeriu o formato e convidou os outros participantes. A reunião começou com uma apresentação do cenário brasileiro na educação feita por Paes de Barros. Em seguida, Priscila falou do Educação Já, um plano elaborado pela sociedade civil, com a liderança do Todos pela Educação, que recomenda sete medidas prioritárias para a próxima gestão federal.

Dentre elas, estão a alfabetização das crianças, a efetivação da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), um novo modelo de ensino médio e a valorização do professor. Segundo quem estava na reunião, Onyx elogiou o trabalho da sociedade civil e disse concordar com as medidas propostas.

“Grandes causas”

Ela também foi enfática em afirmar que Bolsonaro deveria adotar como grandes causas a alfabetização de crianças na idade certa e a valorização dos educadores no País. Segundo as últimas avaliações nacionais, mais da metade das crianças de 8 anos não sabem ler e escrever de maneira satisfatória. Só 13% chegaram ao nível considerado desejável de alfabetização. Estudos internacionais têm mostrado que a qualidade do professor é determinante para o desempenho do aluno e até para sua vida adulta.

Estavam presentes ainda a presidente executiva do Movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz, o professor do Insper Ricardo Paes de Barros e o diretor do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves. “Foi dito que não se pode ter pautas negativas com professor nesse momento. Não pode fazer perseguição com professor”, contou Priscila.

O grupo deixou claro que não há como melhorar a qualidade da educação no País sem um plano completo para melhorar carreira docente, o que inclui formação e salário. Viviane também afirmou que o novo governo precisa colocar em prática políticas educacionais que tenham evidência de sucesso nacionalmente e internacionalmente.

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