Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de novembro de 2016
Uma criança guiou o resgate do jogador Alan Ruschel, o primeiro sobrevivente encontrado no local do acidente do avião que transportava a equipe do Chapecoense na cidade colombiana de La Unión, estado de Antioquia, segundo relataram testemunhas à agência de notícias EFE.
O menino tem cerca de 10 anos e foi encontrado no local dos destroços por um voluntário.
“Quando estávamos estacionando as caminhonetes, chegou um menino e nos disse que havia feridos do outro lado”, afirmou Sergio Marulanda, um dos moradores da região que cooperaram para o deslocamento dos seis sobreviventes da tragédia pelo terreno acidentado onde a aeronave caiu na noite de segunda-feira (28).
Marulanda se converteu em herói anônimo graças a uma ligação de seu irmão, um médico da região que pediu que ele levasse sua caminhonete 4×4 e as de outros quatro amigos para cooperar na missão de resgate que começou duas horas depois da colisão. “Um policial me disse: ‘O senhor é o primeiro a chegar. Leve o garoto na caminhonete e recolha os feridos’”, lembra o homem.
No meio da cena “impactante”, composta por um avião totalmente desintegrado, corpos espalhados e a fuselagem jogada em um espaço de ao menos 100 metros de diâmetro, Marulanda recebeu em sua caminhonete o jogador Ruschel junto com membros do resgate que lutavam para estabilizar o jogador.
“Ele perguntou por sua familia e seus amigos, disse que doia muito o quadril porque tinha uma fratura”, relatou.
Com um pouco de consciência, Ruschel manteve diálogos curtos em espanhol com a equipe de resgate e foi levado em seguida a uma clínica na região.
Outro que ajudou no resgate foi Teobaldo Garay, capitão do Corpo de Bombeiros do Peru, que estava de visita à Colômbia e fez parte do grupo que estabilizou o jogador Helio Hermito Zampier, o Neto. “Me encarreguei da cabeça e do pescoço, porque o paciente chegou com trauma craneoencefálico severo e com muito pouca consciência”, relatou Garay.
O diretor geral da defesa civil colombiana disse que a operação de resgate foi “uma das mais rápidas” já feitas na Colômbia, graças à logística aérea, terrestre, de maquinário e humana. (AG)
Os comentários estão desativados.