Quarta-feira, 08 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de julho de 2026
A eliminação de Portugal para a Espanha colocou Cristiano Ronaldo em uma lista que reúne alguns dos maiores jogadores da história que nunca venceram uma Copa do Mundo. Aos 41 anos, o português disputou em 2026 seu último Mundial, como ele próprio havia confirmado antes do duelo das oitavas de final. A derrota por 1 a 0, com gol de Mikel Merino nos acréscimos, encerrou uma trajetória iniciada em 2006 e marcada por recordes, longevidade e também pela ausência do título mais importante do futebol.
– Cristiano Ronaldo – seis Copas, recordes e a taça que faltou: Cristiano Ronaldo disputou seis Copas do Mundo, de 2006 a 2026, e se tornou nesta edição o primeiro homem a marcar gols em seis Mundiais diferentes. Também conseguiu, contra a Croácia, seu primeiro gol em jogos de mata-mata de Copa, uma lacuna que acompanhava sua carreira desde a estreia no torneio. Campeão da Eurocopa por Portugal, multicampeão da Champions League e dono de uma das carreiras mais vitoriosas do futebol, Cristiano deixa os Mundiais sem passar de uma semifinal, alcançada em 2006, quando Portugal terminou em quarto lugar.
– Johan Cruyff – o craque da Holanda que mudou o jogo, mas perdeu a final: Johan Cruyff disputou apenas uma Copa do Mundo, mas bastou 1974 para transformar sua passagem pelo torneio em referência histórica. Líder da Holanda do “futebol total”, ajudou a seleção a chegar à final e virou o símbolo de uma equipe que marcou época pela maneira de jogar. A campanha terminou com derrota por 2 a 1 para a Alemanha Ocidental, em Munique, de virada, e deixou Cruyff como o maior rosto de uma seleção lembrada até hoje como uma das mais influentes entre as que não foram campeãs.
– Alfredo Di Stéfano – gigante sem sequer disputar uma fase final: Alfredo Di Stéfano é um caso ainda mais raro: um dos maiores jogadores de todos os tempos nunca disputou a fase final de uma Copa do Mundo. Nascido na Argentina, brilhou por River Plate, Millonarios e, sobretudo, Real Madrid, clube que ajudou a transformar em potência mundial. Também defendeu a Espanha, mas não conseguiu jogar uma fase final de torneios internacionais por uma mistura de ausências, regras da época, eliminatórias e lesões. Sua ausência nos Mundiais é uma das maiores lacunas individuais da história da competição.
– Ferenc Puskás – o craque da Hungria que ficou a um jogo da glória: Ferenc Puskás foi o grande nome da Hungria mágica dos anos 1950, uma das seleções mais fortes que o futebol já viu. Na Copa de 1954, os húngaros chegaram à final como favoritos, depois de uma campanha arrasadora e de uma goleada por 8 a 3 sobre a própria Alemanha Ocidental na primeira fase. Na decisão, Puskás abriu o placar, a Hungria fez 2 a 0 em oito minutos, mas os alemães viraram para 3 a 2 no episódio que ficou conhecido como “Milagre de Berna”. Puskás terminou como lenda, mas sem a Copa que parecia destinada à sua geração.
– Eusébio – artilheiro, terceiro colocado e maior português antes de Cristiano: Antes de Cristiano Ronaldo, Eusébio foi o grande nome de Portugal em Copas. Sua única participação veio em 1966, na Inglaterra, e foi histórica: nove gols em seis jogos, artilharia do torneio e campanha que levou os portugueses ao terceiro lugar, melhor resultado do país em Mundiais até então. Eusébio fez quatro gols na virada sobre a Coreia do Norte nas quartas de final, mas Portugal parou na Inglaterra na semifinal. Saiu da Copa como uma das maiores figuras daquela edição, mas sem chegar à decisão.
– Paolo Maldini – quatro Copas, final perdida e recorde de minutos: Paolo Maldini disputou quatro Copas do Mundo pela Itália, entre 1990 e 2002, e chegou muito perto do título em 1994, quando a seleção italiana perdeu a final para o Brasil nos pênaltis. Quatro anos antes, em casa, também havia parado na semifinal, contra a Argentina. Maldini deixou os Mundiais com uma marca de longevidade rara: acumulou 2.217 minutos em Copas, recorde que só seria batido por Lionel Messi na final de 2022. Foi um dos maiores defensores da história, mas encerrou a carreira sem título pela seleção principal.
A lista continua com nomes como Roberto Baggio, Zico, Sócrates, Falcão, Michel Platini, George Best e Lev Yashin, Neymar: todos com histórias fortes de brilho, frustração ou ausência em Copas. A entrada de Cristiano Ronaldo, porém, dá outro peso ao grupo: ele chega a essa galeria depois de seis Mundiais, recordes individuais e uma carreira construída em torno de títulos. A Copa foi a exceção. O troféu que resistiu a um dos maiores vencedores que o futebol já viu. As informações são do jornal O Globo.
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