Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de setembro de 2020
Um grupo de críticos da Apple – incluindo Spotify Technology, Match Group e Epic Games – se juntaram a um grupo sem fins lucrativos que planeja defender ações legais e regulatórias para desafiar as práticas da fabricante do iPhone na sua App Store.
A Apple cobra uma taxa de 15% a 30% para aplicativos que usam seu sistema de pagamentos dentro do aplicativo e estabelece regras extensas que os apps devem cumprir para aparecer em sua App Store, que é a única maneira que a Apple permite que os consumidores baixem aplicativos no iPhone. Essas práticas geraram críticas e queixas formais de alguns desenvolvedores.
A Coalition for App Fairness, estruturada como uma organização sem fins lucrativos com sede em Washington, DC e em Bruxelas, disse que planeja defender mudanças legais que forçariam a Apple a rever as práticas. Além de Epic, Match e Spotify, outros membros incluem empresas menores, como Basecamp, Blix, Blockchain.com, Deezer e Tile, junto com desenvolvedores da Europa, incluindo o Conselho Europeu de Editoras, a News Media Europe e o Protonmail.
Sarah Maxwell, representante do grupo que trabalhou anteriormente na empresa de tecnologia financeira Blockchain.com e na campanha presidencial de Hillary Clinton, disse que o grupo foi fundado por causa da “falta de esperança de que as coisas mudem um dia” e tem como objetivo recrutar mais desenvolvedores.
“Embora seja ótimo termos grandes nomes como Epic e Spotify no grupo, não estamos falando apenas por eles”, disse ela em entrevista.
O grupo definiu nesta quinta-feira (24) os “10 princípios da App Store” que planeja exigir da Apple, incluindo que “nenhum desenvolvedor deve ser obrigado a pagar taxas ou participações de receita injustas, não razoáveis ou discriminatórias”.
Reformulação
Em meio às duras críticas que vem recebendo pelas suas práticas implementadas na App Store, a Apple mostrou nesta quinta o novo visual de boa parte de suas páginas na internet.
Embora a empresa não reconheça isso de forma oficial, essa “repaginada” parece ser uma resposta a recentes esforços que ambicionam fazer com que a “Maçã” revise algumas de suas operações, como a cobrança de taxa em cima do faturamento de apps hospedados na sua loja virtual.
Por ora, as alterações estão visíveis apenas nas páginas da empresa nos Estados Unidos, enquanto o Brasil segue apresentando os produtos mais recentes lançados pela Apple. Começando pela página principal, a Apple posicionou um enorme banner que ocupa toda a primeira rolagem da tela, direcionando o usuário a uma página interna sobre a App Store. Esta, por sua vez, conta com uma introdução em texto que ressalta a confiabilidade da loja, além de oferecer alguns números.
Já a página para desenvolvedores traz o mesmo visual da nova App Store, mas com uma mensagem em texto diferente, ressaltando a ideia de que a Apple está sempre presente para auxiliar o criador de aplicações, além de novamente bater na tecla da privacidade e segurança.
Outras atualizações das páginas falam em mais de 150 mil aplicativos rejeitados somente em 2019 por não obedecerem aos requisitos de privacidade da Apple.
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