Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de junho de 2017
Pressionada a desembarcar do governo Michel Temer, a cúpula do PSDB opera para evitar uma decisão final sobre o assunto em reunião marcada para esta segunda-feira. Após conseguir adiar o encontro que ocorreria na semana passada, integrantes da ala mais experiente da sigla costuram uma forma de agradar aos “cabeças pretas”, como são conhecidos os deputados mais jovens e que defendem a saída imediata do governo, onde os tucanos têm quatro ministérios.
Inicialmente, a ideia era a de um desembarque à moda tucana: mantendo os ministros que se considerassem à vontade para ficar no cargo, dando apoio parlamentar à agenda do governo e, ao mesmo tempo, proclamando o rompimento.
Nesta sexta-feira, com Temer já virtualmente livre do risco de cassação após as deliberações do dia anterior no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), formou-se um consenso de que é melhor não haver uma decisão final no início desta semana. Resta combinar tal estratégia com os “cabeças pretas”.
O líder do partido na Câmara dos Deputados, Ricardo Trípoli (SP), faria a ponte entre os dois grupos. A articulação deverá durar todo o fim de semana e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou mais cedo de uma viagem aos Estados Unidos, a fim de participar de conversas.
O presidente interino do partido, senador Tasso Jereissati (CE), defende o rompimento, por entender que Temer sob cerco é ruim para a economia do País. Ele foi lançado como presidenciável numa eleição indireta caso Temer venha a cair, juntamente com Fernando Henrique, mas o partido baixou a bola dessa articulação para não melindrar aliados como o PSD, o DEM e o próprio PMDB.
O PSDB continua a considerar que Temer enfrentará sérias dificuldades para chegar ao fim do mandato, mas de todo modo a avaliação está um ou dois tons abaixo daquela feita há duas semanas.
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