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Notícias Defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, preso em Brasília, alega que ele entregou senhas inválidas à Polícia Federal por “lapsos de memória”

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Moraes tinha dado 48 horas para dados incorretos serem explicados. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A defesa do ex-ministro Anderson Torres alegou “lapsos de memória” sobre a entrega à Polícia Federal de senhas erradas de seu e-mail e dos dados armazenados em nuvem. Na sexta-feira (28), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-ministro explique em até 48 horas o caso.

A Polícia Federal (PF) havia informado ao magistrado que “que nenhuma das senhas fornecidas estava correta”, o que teria inviabilizado a extração dos dados armazenados.

Em manifestação no inquérito em que Torres é investigado, a defesa do ex-ministro disse que ele teria se equivocado ao informar as senhas, dado seu estado de saúde.

“Em 14/04/2023, para demonstrar o seu espírito cooperativo, o peticionário apresentou algumas alternativas de senhas para que a Polícia Federal tivesse acesso aos seus dados”, diz a petição assinada pelo advogado Eumar Novacki.

“À vista das informações prestadas pela psiquiatra da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, que dão conta da gravidade do quadro psíquico do requerente, e dos medicamentos que lhe foram (e estão sendo) ministrados, é possível que as senhas tenham sido fornecidas equivocadamente, dado o seu grau de comprometimento cognitivo”, completou.

A defesa disse que Torres tem “lapsos frequentes de memória e dificuldade cognitiva”.

Conivência e omissão

Ex-ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, Anderson Torres está detido desde 14 de janeiro, por suspeita de omissão e conivência com os atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Na época, ele era secretário de Segurança do Distrito Federal, e foi preso ao voltar de uma viagem dos Estados Unidos – sem o celular.

No final da semana passada, o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo, rejeitou mais um pedido de liberdade apresentado pelos advogados do ex-ministro.

Hospital penitenciário

O ministro do Supremo Alexandre de Moraes mandou o Secretário de Administração Penitenciária do Distrito Federal avaliar se o local onde Anderson Torres está preso em Brasília possui as condições necessárias para garantir a saúde do ex-ministro da Justiça. Ainda, pede que seja feita uma análise para avaliar a transferência dele para um hospital penitenciário.

A defesa de Torres afirma que seu estado metal está debilitado, com “lapsos frequentes de memória e dificuldade cognitiva”. Essa foi a alegação usada quando o ex-ministro forneceu senhas falsas para acesso da sua nuvem pela Polícia Federal.

Os advogados de Torres anexaram laudos comprovando o problema de saúde depois que ele frustrou os investigadores que tentarem acessar os dados porque as senhas fornecidas não funcionaram. A situação irritou integrantes da PF porque os advogados de Torres disseram que ele pretendia colaborar com a apuração.

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