Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 18 de dezembro de 2015
A defesa do deputado Mário Jardel (PSD) pediu o afastamento do corregedor da Assembleia Legislativa, deputado Marlon Santos (PDT). O requerimento, assinado pelos advogados Amadeu Weinmann e Luiz Fernando Smaniotto, argumenta que Santos não respeitou o Código de Ética Parlamentar porque não teria mantido discrição e sigilo na condução do trabalho. Também reclama que o direito à ampla defesa não teria sido assegurado.
O documento foi encaminhado ao próprio corregedor e ao presidente da Assembleia, deputado Edson Brum (PMDB). Os advogados entendem que o Santos adiantou parte de seu parecer à imprensa, e pede que sejam anulados todos os atos praticados até aqui. Também sugerem que outro deputado da Comissão assuma o cargo.
Nesta sexta-feira (18), o corregedor falou sobre ao pedido de afastamento. “Sempre fui imparcial, para um lado ou para o outro, esta tentativa é para prestar contas enquanto advogado. O processo na Assembleia é político e tem um trâmite completamente diferente. Não preciso nem escutar a defesa, não sou obrigado, fiz por ética e bondade”, defendeu Santos.
Falta menos de uma semana do fim do trabalho do corregedor sobre as suspeitas envolvendo Jardel (PSD). O parlamentar está sendo investigado por crimes como concussão, peculato, lavagem de dinheiro e financiamento ao narcotráfico na Operação Gol Contra, do MPRS (Ministério Público do Estado).
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