Domingo, 12 de Julho de 2020

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Brasil Depois de sete altas seguidas, a confiança do comércio brasileiro tem leve queda em abril

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Em médias móveis trimestrais, o indicador avançou pelo oitavo mês consecutivo. (Foto: Banco de Dados)

O ICOM (Índice de Confiança do Comércio), divulgado nesta quarta-feira (25) pela FGV (Fundação Getulio Vargas), ficou relativamente estável em abril, ao variar -0,1 ponto, passando a 96,7 pontos. Essa foi a primeira queda depois de sete altas consecutivas. Em médias móveis trimestrais, o indicador avançou pelo oitavo mês consecutivo (0,5 ponto).

“Depois de um período de alta consistente da confiança do comércio, a acomodação de abril parece refletir a incerteza em relação ao ritmo futuro da economia. A patinada das expectativas sugere que os empresários do comércio estão cautelosos em relação aos próximos meses, enquanto a quarta alta consecutiva do Índice de Situação Atual reforça a percepção de que a fase de recuperação das vendas persiste”, avaliou o coordenador da Sondagem do Comércio da FGV, Rodolpho Tobler.

Em abril, sete dos 13 segmentos pesquisados avançaram. O ISA-COM (Índice de Situação Atual) avançou 0,6 ponto, atingindo 94,1 pontos, o maior valor desde junho de 2014 (96,5 pontos). O IE-COM (Índice de Expectativas), recuou 0,8 ponto para 99,4 pontos. No ano, os índices também caminham em sentidos opostos: o ISA-COM subiu 8,5 pontos, enquanto o IE-COM recuou 5 pontos. Com isso, a diferença entre ISA e IE caiu a 5,3 pontos, a menor desde julho de 2015 (2,9 pontos).

Expectativas 

As expectativas do comércio pioraram em abril. O Índice de Expectativas dos revendedores de bens não duráveis recuou 2,9 pontos no mês, revertendo a tendência de alta que vinha ocorrendo nos últimos meses.

Já o Índice de Expectativas dos segmentos ligados a revendedores de bens duráveis subiu 0,8 ponto em abril, mantendo a tendência de alta do índice em médias móveis trimestrais. A manutenção do IE-COM de duráveis em alta e acima dos cem pontos reflete a efetiva melhora das vendas em 2018, uma decorrência da redução dos juros e da base fraca de vendas do ano passado.

INCC

O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – M), da FGV, registrou alta de 0,28% em abril, acima do resultado do mês anterior, que foi de 0,23%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços teve variação de 0,40%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,50%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,18% na passagem de março para abril.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,35%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,47%. Dos quatro subgrupos componentes, dois apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,38% para 0,51%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,59%, em março, para 0,61%, em abril. Nesse grupo, vale destacar a aceleração de vale-transporte, cuja variação passou de 0,20% para 0,69%.

O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,18% na passagem de março para abril. Essa variação ocorreu devido aos reajustes salariais de várias categorias em Belo Horizonte.

Duas capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Belo Horizonte e Porto Alegre. Em contrapartida, Salvador, Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo registraram desaceleração.

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