Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de setembro de 2015
Depois de sete aumentos consecutivos da Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, implementados desde outubro do ano passado, logo após o fim das eleições presidenciais, o Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), decidiu por o pé no freio e manteve, em reunião nessa quarta-feira, o indicar estável em 14,25% ao ano.
Os juros seguem, mesmo assim, no maior nível em nove anos, ou seja, desde julho de 2006. Antes do início deste ciclo de alta, em setembro de 2014, a Selic estava em 11% anuais. Assim, a taxa de referência para o mercado financeiro avançou, ao todo, 3,25 pontos percentuais nos últimos meses.
Ao fim do encontro, o BC divulgou a seguinte frase: “Avaliando o cenário macroeconômico, as perspectivas para a inflação e o atual balanço de riscos, o Copom definiu, unanimimente, manter a taxa Selic em 14,25% ao ano, sem viés. O grupo entendeu que a manutenção do patamar do indicador, por período suficientemente prolongado, será necessária para a convergência da inflação à meta no fim de 2016”.
A decisão, tomada em meio a forte queda do nível de atividade econômica, confirmada através de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com o País imerso em uma recessão técnica – e com alta do desemprego – era esperada por analistas do mercado, que apostavam na conservação dos juros.
Com a permanência do índice elevado, o BC tentará controlar o crédito e o consumo para segurar a resistente inflação de 2015. E ao torná-los mais caros, os juros altos prejudicarão a economia brasileira e a geração de empregos. (AG)
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