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Brasil Deputados querem chamar o ministro da Saúde, a Anvisa e o Instituto Butantan em comissão da Câmara para prestarem esclarecimentos

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Pazuello afirmou que variante do novo coronavírus encontrada no Amazonas é três vezes mais contagiosa. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB/SP) apresentou na tarde dessa terça-feira (10), um requerimento para convocar o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, e convidar os presidentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Butantan para esclarecer a suspensão dos testes da vacina CoronaVac.

Subscrito pelos deputados Marcelo Ramos (PL/AM) e Perpétua Almeida (PCdoB/AC), o pedido considera que o presidente Jair Bolsonaro “tem tornado a crise sanitária num problema político” e pede que os convocados esclareçam quais são os critérios técnicos que motivaram a suspensão diante da comissão externa de enfrentamento à covid-19, na Câmara dos Deputados.

“Coincidentemente a suspensão ocorreu no dia em que o governo de São Paulo mostrou a fábrica de vacinas que está sendo construída com o Instituto Butantan, para produção da CoronaVac”, considera o texto apresentado por Orlando, que é também candidato à prefeitura de São Paulo. “O presidente citou sua rixa com o tucano por causa da vacina e escreveu no Facebook que ‘ganhou mais uma’.”

Caso o requerimento seja aprovado, o ministro da Saúde deverá agendar uma data para o encontro com a comissão. Já o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, e do Instituto Butantan, Dimas Covas, seriam apenas convidados e não seriam obrigados a comparecer.

A Anvisa suspendeu os testes clínicos da vacina na noite de segunda (9), e alegou a ocorrência de um “evento adverso grave” com um dos voluntários. O governo paulista, no entanto, disse que o evento não estava relacionado com a vacina.

Laudo

Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) obtido pelo Jornal da Tarde, da TV Cultura, aponta que a causa da morte do voluntário da vacina CoronaVac – imunizante produzido pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan –, foi suicídio.

“O que os médicos não podem dizer em nome da ética médica mas nós, jornalistas, devemos dizer em nome do interesse público e do combate às informações falsas é o seguinte: o evento adverso, que como explicado na coletiva de imprensa [do Instituto Butantan], é uma forma da literatura médica se referir a acontecimentos não relacionados ao que está em testes, não tem necessariamente relação com a vacina, diz respeito a um voluntário que tirou a própria vida”, afirmou o âncora do jornal Aldo Quiroga.

Na coletiva de imprensa dessa terça-feira (10), o coordenador executivo do Comitê de Contingência do Coronavírus em São Paulo, João Gabbardo, disse ser injusta a penalidade imposta pela Anvisa, que decidiu suspender os testes clínicos com a vacina CoronaVac por, segundo o órgão regulador, a mesma apresentar efeito adverso grave em um voluntário.

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