Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de setembro de 2016
Pelo menos dez partidos na Câmara dos Deputados afirmaram que suas bancadas comparecerão a Brasília e votarão em peso a favor da cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), às 19h de segunda-feira (12).
Ouvidos pelo jornal Folha de S.Paulo, líderes de PT, PSDB, PSB, DEM, PRB, PDT, PC do B, PPS, PSOL e Rede disseram, em linhas gerais, que serão mínimas em suas bancadas as ausências ou votos para inocentar o ex-presidente da Câmara ou aplicar uma punição mais branda a ele. Essas dez legendas somam 238 deputados, 19 a menos do que o mínimo necessário de 257 votos para que o mandato de Cunha seja cassado.
Mas a tendência é a de haver um aporte não desprezível de votos pró-cassação também no PMDB – a maior legenda da Casa, com 66 cadeiras – e nos partidos do chamado “centrão” (PP, PR, PTB e PSD, entre outros), sempre mais alinhados com o deputado peemedebista.
Desse grupo, os líderes do PMDB, PR e PTB não deram garantia de presença expressiva de suas bancadas. “Tenho uns 800 mil comícios marcados para a segunda, mas vou tentar ir”, diz Jovair Arantes (PTB-GO), aliado de Cunha.
A votação é aberta e tem potencial de repercutir nas eleições municipais de outubro, pleito em que os congressistas permanecem completamente envolvidos, seja em candidaturas próprias ou apoiando aliados. O temor de deputados de declararem apoio a Cunha é evidente hoje na Câmara.
Estratégias
Cunha e seus aliados, porém, demonstram não ter desistido de evitar a cassação. Além de cartas e ligações para congressistas, Cunha estimulou aliados a tentar esvaziar a sessão da segunda-feira com o objetivo de evitar a obtenção dos 257 contrários ou adiá-la para depois da eleição municipal. (Folhapress)
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