Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de março de 2016
A presidenta Dilma Rousseff disse na terça-feira, em jantar com lideranças do PDT, que estão tentando criar uma “nova modalidade” no País, que seria o “impeachment cautelar” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso significaria desgastar a sua imagem para que ele não possa se candidatar à Presidência da República em 2018. Conforme a petista, o objetivo hoje em curso é “execrar” Lula com as denúncias no âmbito da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, que investiga esquemas de corrupção na Petrobras.
Rui Falcão
O termo “impeachment cautelar” também foi usado pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão, com o intuito de defender Lula. Na reunião do diretório nacional do partido, na última sexta-feira, ele afirmou que o objetivo é “impedir eventual candidatura” do petista. “Hoje se faz um combate à corrupção de forma seletiva e numa cortina de fumaça cujo objetivo é impedir uma eventual candidatura do Lula em 2018. É uma espécie de ‘impeachment cautelar’, temendo que ele possa voltar em 2018. Quando, em nome do combate à corrupção, você começa a passar por cima da Constituição, nós temos que nos voltar contra isso”, afirmou Falcão na ocasião.
Pesquisa
Uma pesquisa recente realizada pelo Datafolha aponta que a rejeição a Lula cresceu em âmbito nacional. De acordo com o levantamento, 49% dos eleitores declararam que “não votam de jeito nenhum” no ex-presidente nas eleições presidenciais de 2018. Em novembro do ano passado, essa era a opinião de 47% do eleitorado. Em dezembro, subiu um ponto, passando para 48%.
(AG)
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