Quinta-feira, 07 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de fevereiro de 2016
A presidenta Dilma Rousseff comunicou à Justiça Federal não ter “informação ou declaração a prestar” sobre os fatos investigados na Operação Zelotes, da Polícia Federal, relacionados à suposta “compra” de medidas provisórias durante os governos petistas. Em ofício enviado na quarta-feira ao juiz responsável pelo caso, a Presidência pediu que ela fosse dispensada de depor na ação. O documento foi divulgado na quinta-feira.
Dilma foi indicada como testemunha de defesa do lobista Eduardo Valadão, acusado de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e extorsão. Segundo a denúncia do Ministério Público, ele atuava como lobista na empresa SGR Consultoria Empresarial Ltda. Ele é suspeito de oferecer propina a agentes públicos para obter decisões no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), do Ministério da Fazenda, última instância administrativa para contestar a cobrança de tributos, em favor de grandes empresas.
Após ser denunciado no caso, os advogados de Valadão indicaram Dilma para depor em seu favor sobre mudanças em uma medida provisória em benefício de montadoras de veículos na área fiscal. No ofício anexo enviado à Justiça, o subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência, Jorge Rodrigo Araújo Messias, pede ao juiz Vallisney de Souza Oliveira a dispensa do depoimento da chefe do Executivo. (AG)
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