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Economia Dilma reúne ministros e pede urgência no corte de gastos após rebaixamento da nota do País

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Dilma ordenou que haja unidade de discurso no governo. (Foto: Valter Campanato/Abr)

A presidenta Dilma Rousseff realizou uma reunião extraordinária da coordenação política na manhã de quinta-feira (10) para debater o rebaixamento do grau de investimento do Brasil. No encontro, orientou seus principais ministros para acelerarem propostas sobre corte emergencial de gastos da máquina pública a serem apresentados o mais rapidamente possível. Em seguida, a equipe política começará a negociar com o Congresso Nacional o envio de novas fontes de receita.

Além de cortes de funcionários e ministérios, o governo fará um pente fino em todos os programas sociais e benefícios para eliminar fraudes e desperdícios. Quanto aos novos impostos que serão propostos, a ideia é que sejam transitórios.

Dilma ordenou que haja unidade de discurso. A mensagem passada é de reconhecimento das dificuldades, mas que o Executivo trabalha para superá-las, inclusive cortando na própria carne.

Um assessor disse que não haverá um grande anúncio sobre a reforma, mas que nos próximos dias as primeiras mudanças serão divulgadas. No Ministério do Planejamento, uma força-tarefa foi montada para definir as reduções na máquina pública.

Outro auxiliar relatou que a presidenta ficou muito preocupada com o rebaixamento do grau de investimento. E pediu que o diálogo com o Congresso seja ampliado a ponto de conseguir fazer com que medidas rejeitadas, como aumento de impostos, tenham uma chance de serem discutidas e aprovadas.

O clima entre alguns ministros é praticamente de desespero. Um integrante do governo disse que nada parece fazer efeito para a economia reagir e que o quadro piora a cada semana.

Dilma convocou, além do vice-presidente Michel Temer, os líderes do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE), no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), e na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Os ministros presentes foram Joaquim Levy (Fazenda), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Nelson Barbosa (Planejamento), Gilberto Kassab (Cidades), Ricardo Berzoini (Comunicações), Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social), Eduardo Braga (Minas e Energia) e José Eduardo Cardozo (Justiça). (AG)

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