Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 11 de agosto de 2015
Em uma tentativa de barrar o avanço de “pautas-bomba” no Congresso, a presidenta Dilma Rousseff reuniu, na noite de segunda-feira, senadores de partidos da base aliada para um jantar no Palácio da Alvorada. Cerca de 40 parlamentares, além de ministros do governo, foram convidados.
Os participantes começaram a chegar ao local por volta de 18h40min. O encontro foi dividido em duas partes: a primeira, marcada para as 19h, foi uma reunião com os líderes partidários no Senado. Logo após, às 20h, a presidenta ofereceu o jantar aos demais convidados.
A intenção da mandatária foi evitar que projetos que prejudicam o ajuste fiscal recebam aval do Senado depois de aprovados pela Câmara dos Deputados. Na semana passada, a Casa, presidida por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fez avançar a “pauta-bomba” ao aprovar em primeiro turno uma proposta que vincula salários de procuradores de Estado, delegados e de integrantes da AGU (Advocacia-Geral da União) a 90,25% da remuneração de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
O impacto dessa medida será de cerca de 2,5 bilhões de reais nas contas públicas, de acordo com o Ministério do Planejamento. Também está na pauta da Câmara o projeto que aumenta a correção do saldo do FGTS (Fundo Nacional de Garantia do Tempo de Serviço), o que desagrada o governo.
Na quinta-feira da semana passada, Dilma recebeu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para uma conversa, onde ele voltou a defender o enxugamento da máquina estatal. No domingo, a petista se reuniu com ministros do governo para debater a crise política e as alternativas para solucionar o impasse com a base aliada.
Além de dificuldades na política, a presidenta enfrenta um momento delicado na economia brasileira, com reflexos na sua popularidade, que vive o pior momento. Segundo o instituto Datafolha, o governo Dilma tem o maior índice de reprovação (71%) desde a redemocratização do País.
(AG)
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