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Geral Dólar engata a terceira alta seguida e fecha cotado a R$ 4,98, o maior valor desde junho

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A moeda norte-americana caiu 0,37%, cotada a R$ 4,8568. (Foto: Reprodução)

O dólar fechou em alta nessa terça-feira (15), em mais um pregão marcado pela aversão ao risco no exterior. Investidores seguem temerosos de um período de recessão econômica nas maiores economias do mundo. Ao final da sessão, a moeda norte-americana subiu 0,43%, cotada a R$ 4,9868, renovando o maior nível desde 1º de junho.

Nos Estados Unidos, a expectativa é pela divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), prevista para esta quarta-feira (16). O documento deve trazer novas sinalizações sobre qual será o rumo dos juros no país. Na China, novos dados econômicos foram divulgados nessa terça e vieram abaixo das projeções de mercado, alimentando a percepção de desaceleração mais forte da economia.

No dia anterior, o dólar encerrou o pregão com alta de 1,26%, vendido a R$ 4,9655, também no maior patamar desde 1° de junho. Com o resultado dessa terça, a moeda passou a acumular: altas de 1,70% na semana e de 5,45% no mês; e recuo de 5,52% no ano.

No mercado acionário, O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, inverteu o sinal visto pela manhã e fechou o pregão dessa terça-feira (15) em queda, na esteira do mau humor dos mercados internacionais, com investidores repercutindo dados abaixo do esperado da economia chinesa.

Ao final do pregão, o índice caiu 0,55%, aos 116.171 pontos. As ações preferenciais (sem direito a voto) da Petrobras, por sua vez, fecharam a sessão com alta de 0,72%, após a companhia anunciar um aumento nos preços dos combustíveis, com alta de R$ 0,41 na gasolina e de R$ 0,78 no diesel.

No dia anterior, o Ibovespa fechou em queda de 1,06%, aos 116.810 pontos. Com o resultado dessa terça, passou a acumular: quedas de 1,61% na semana e de 4,74% no mês; e ganhos de 5,86% no ano.

Mercados

– O que está mexendo com os mercados? A forte aversão ao risco vinda do exterior impactou mais uma vez os negócios no Brasil. Nessa terça, os dados que mais receberam a atenção dos investidores vieram da China.

A segunda maior economia do mundo decepcionou com os números de vendas no varejo e de produção industrial de julho. O varejo cresceu 2,5% no mês na comparação anual, enquanto as expectativas eram de alta de 4,4%. Já a indústria teve alta de 3,7%, contra os 4,6% esperados.

Os dados frustraram investidores porque, embora mostrem uma alta, reforçam a visão de que a China está passando por um período de desaceleração econômica.

Se o país asiático desacelera, isso pode gerar impactos em todo o mundo, já que se trata de um dos maiores demandantes por diversos tipos de produtos, o que pode afetar as exportações de outros países, inclusive o Brasil.

Além disso, analistas do BTG Pactual destacam que o Banco Popular da China cortou duas de suas principais taxas de juros, para tentar estimular a economia.

Investidores também seguem atentos aos rumos das taxas de juros nos Estados Unidos, hoje entre 5,25% e 5,50% ao ano, no maior patamar em vários anos. Nesta quarta, o Fed divulga a ata de sua última reunião, que pode trazer sinalizações sobre os próximos movimentos da instituição com relação à política monetária.

Já no Brasil, o dia foi marcado por um apagão nacional que atinge, ao menos, 25 Estados e o Distrito Federal. Uma série de eventos com a participação de autoridades do governo e do Banco Central.

No noticiário, a Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,41 por litro no preço da gasolina, e de R$ 0,78 no diesel. As informações são do portal de notícias G1.

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